Episódio final
Tinha decidido terminar hoje este blog, mas, não quero fazê-lo sem vos contar este episódio que guardei para o final.
Aqui há uns tempos, logo pela manhã, telefona-me uma senhora da Figueira da Foz a perguntar-me se eu, no dia segiunte, ia ver a Académica. Eu respondi: «Não, mas porquê!?»
E ela respondeu: «É que eu ia dizer-lhe em que bancada o meu marido se ia sentar, porque eu hoje à noite vou fazer-lhe uma panelada de sopa e vou pôr-lhe uma purga lá dentro! Ele não vai ter oportunidade de ver jogo nenhum, pois tem de passar o tempo todo a correr para a casa de banho. Se eu pudesse, matava-o! Pois a amante dele hoje telefonou-me a dizer que já pariu e que o filho foi feito em minha casa enquanto eu estive internada. E até me disse que lençóis é que eu tinha na cama.»
Tentei acalmar a mulher, mas cheia de vontade de me rir com a porcaria de vingança que ela arranjou.
Volto à minha vida, quando me começa a apetecer um bocado de leitão. Telefono a uma amiga para lhe perguntar se queria ir à Mealhada, e ela responde-me que não, que tinha de ir às urgências do hospital.
Respondi-lhe: «Espera, que eu levo-te lá! Mas afinal o que é que tens?»
Diz ela: «Olha, dei uma foda e devo ter-me esquecido de tirar o tampão, pois quanto mais me lavo, mais mal cheiro.»
Fartei-me de rir, mas já não fui a parte nenhuma. Descongelei leitão e já não saí.
Quando vou para dormir uma sesta, telefona-me outra amiga que me diz: «Sabes uma coisa?» E eu respondo: «Não! Diz lá.»
Diz-me ela: «Eu sou só cona dos pés à cabeça. Sou toda cona, não tenho coração, não tenho sentimentos, não tenho nada! Só cona.»
Eu perguntei-lhe o porquê daquela conversa, e ela respondeu-me: «Sabes, é que o homem que anda comigo só me telefona de segunda a sexta, que são os dias em que pode vir foder. Mulher que ande com homem casado é isso: Cona! E, como tu sabes, as conas não falam!»
A forma como esta mulher, que tem dois cursos superiores, analisou o comportamento do homem que ama deixou-me a pensar.
Quando toca a sentimentos, as mulheres são todas iguais. A que quer pôr o marido a correr para a casa de banho é uma mulher do povo, empresária de distribuição de peixe, ou seja, na gíria, peixeira; a outra é toda cultura e toda cona.
Por fim lá consegui dormir um bocado.
Só que o meu dia não acabou aqui!
Às cinco da tarde, quando saí para ir lavar o cabelo, encontro na esplanada que fica dentro do centro comercial do Arnado uma amiga que é um amor de pessoa, mas nervosa como tudo.
Pergunto-lhe se não estava de serviço, e ela disse-me que tinha trocado o dia e que só ia para a clínica à meia-noite, porque antes tinha de ir ver se o homem com quem anda ia tomar café com a mulher, só que não podia ir no carro dela porque não queria que ele a visse.
«Já sei, queres que vá contigo.» Ficou toda contente, pois ela adora andar comigo.
A minha amiga veio ter comigo às oito horas, fomos as duas comer uma picanha e um crepe ao Dom Duarte, e lá fomos nós fazer a pesquisa dela. Fartámo-nos de rir. Ele viu-nos primeiro que nós a ele.
Ele gostou de a ver e, entretanto, já eram onze horas da noite. Vínhamos para Coimbra quando começámos a ver os laser de uma discoteca e resolvemos entrar. Ela já tinha falado com um colega a dizer que ia chegar um pouco atrasada. Sentámo-nos a beber uma água quando me dá um ataque de riso que não conseguia parar!
Então não começo a ver as personagens do meu blog!? As putas da minha terra todas na pista a dançar! Eu não estava a acreditar no que via! Era a que fez de mim chulo! Era a do sr. prior! E era a devota, as três ali!
Contei à minha amiga, e ela também se ria como doida, pois o riso é contagiante.
Com o escuro, eu estava na dúvida! Então começo a olhar muito atentamente para a que costuma encontrar-se comigo em Cantanhede, ela também olhava atentamente para mim!
Começámos as duas a rir, pois tínhamo-nos reconhecido. Ela veio ter comigo toda contente, e eu também, pois adorei vê-la. As outras também vieram cumprimentar-me.
Já de regresso a casa, pois a minha amiga tinha mesmo de ir trabalhar, continuava a rir-me.
O dia tinha sido tão louco, que naquele momento eu já me ria por tudo e por nada.
E é com um sorriso nos lábios que entro hoje de férias.
Despeço-me temporariamente de vocês,
um beijinho e até breve.
Aqui há uns tempos, logo pela manhã, telefona-me uma senhora da Figueira da Foz a perguntar-me se eu, no dia segiunte, ia ver a Académica. Eu respondi: «Não, mas porquê!?»
E ela respondeu: «É que eu ia dizer-lhe em que bancada o meu marido se ia sentar, porque eu hoje à noite vou fazer-lhe uma panelada de sopa e vou pôr-lhe uma purga lá dentro! Ele não vai ter oportunidade de ver jogo nenhum, pois tem de passar o tempo todo a correr para a casa de banho. Se eu pudesse, matava-o! Pois a amante dele hoje telefonou-me a dizer que já pariu e que o filho foi feito em minha casa enquanto eu estive internada. E até me disse que lençóis é que eu tinha na cama.»
Tentei acalmar a mulher, mas cheia de vontade de me rir com a porcaria de vingança que ela arranjou.
Volto à minha vida, quando me começa a apetecer um bocado de leitão. Telefono a uma amiga para lhe perguntar se queria ir à Mealhada, e ela responde-me que não, que tinha de ir às urgências do hospital.
Respondi-lhe: «Espera, que eu levo-te lá! Mas afinal o que é que tens?»
Diz ela: «Olha, dei uma foda e devo ter-me esquecido de tirar o tampão, pois quanto mais me lavo, mais mal cheiro.»
Fartei-me de rir, mas já não fui a parte nenhuma. Descongelei leitão e já não saí.
Quando vou para dormir uma sesta, telefona-me outra amiga que me diz: «Sabes uma coisa?» E eu respondo: «Não! Diz lá.»
Diz-me ela: «Eu sou só cona dos pés à cabeça. Sou toda cona, não tenho coração, não tenho sentimentos, não tenho nada! Só cona.»
Eu perguntei-lhe o porquê daquela conversa, e ela respondeu-me: «Sabes, é que o homem que anda comigo só me telefona de segunda a sexta, que são os dias em que pode vir foder. Mulher que ande com homem casado é isso: Cona! E, como tu sabes, as conas não falam!»
A forma como esta mulher, que tem dois cursos superiores, analisou o comportamento do homem que ama deixou-me a pensar.
Quando toca a sentimentos, as mulheres são todas iguais. A que quer pôr o marido a correr para a casa de banho é uma mulher do povo, empresária de distribuição de peixe, ou seja, na gíria, peixeira; a outra é toda cultura e toda cona.
Por fim lá consegui dormir um bocado.
Só que o meu dia não acabou aqui!
Às cinco da tarde, quando saí para ir lavar o cabelo, encontro na esplanada que fica dentro do centro comercial do Arnado uma amiga que é um amor de pessoa, mas nervosa como tudo.
Pergunto-lhe se não estava de serviço, e ela disse-me que tinha trocado o dia e que só ia para a clínica à meia-noite, porque antes tinha de ir ver se o homem com quem anda ia tomar café com a mulher, só que não podia ir no carro dela porque não queria que ele a visse.
«Já sei, queres que vá contigo.» Ficou toda contente, pois ela adora andar comigo.
A minha amiga veio ter comigo às oito horas, fomos as duas comer uma picanha e um crepe ao Dom Duarte, e lá fomos nós fazer a pesquisa dela. Fartámo-nos de rir. Ele viu-nos primeiro que nós a ele.
Ele gostou de a ver e, entretanto, já eram onze horas da noite. Vínhamos para Coimbra quando começámos a ver os laser de uma discoteca e resolvemos entrar. Ela já tinha falado com um colega a dizer que ia chegar um pouco atrasada. Sentámo-nos a beber uma água quando me dá um ataque de riso que não conseguia parar!
Então não começo a ver as personagens do meu blog!? As putas da minha terra todas na pista a dançar! Eu não estava a acreditar no que via! Era a que fez de mim chulo! Era a do sr. prior! E era a devota, as três ali!
Contei à minha amiga, e ela também se ria como doida, pois o riso é contagiante.
Com o escuro, eu estava na dúvida! Então começo a olhar muito atentamente para a que costuma encontrar-se comigo em Cantanhede, ela também olhava atentamente para mim!
Começámos as duas a rir, pois tínhamo-nos reconhecido. Ela veio ter comigo toda contente, e eu também, pois adorei vê-la. As outras também vieram cumprimentar-me.
Já de regresso a casa, pois a minha amiga tinha mesmo de ir trabalhar, continuava a rir-me.
O dia tinha sido tão louco, que naquele momento eu já me ria por tudo e por nada.
E é com um sorriso nos lábios que entro hoje de férias.
Despeço-me temporariamente de vocês,
um beijinho e até breve.

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