O corno chato
Sábado, 17 horas.
Calor de morrer em Coimbra.
Estou eu a ver um filme, deitada na minha cama com o ar condicionado no máximo, quando a campainha toca…
Espreitei pelo vídeo, e era aquela amiga que tem o fétiche por trolhas jovens.
Abri a porta, e ela subiu num estado miserável, pois tinha feito mais uma lavagem gástrica depois de mais uma tentativa de suicídio.
Tive pena dela, pois a situação está igual: o marido não dá solução àquilo. Ela sozinha também não consegue.
Já vinha com mais comprimidos no estômago, e eu lá tentei que ela comesse qualquer coisa.
Começamos a conversar, onde ela começa por me dizer que já não consegue olhar para o marido, pois quando ela chega a casa o marido está com uma bomba de vácuo a aumentar a pila para lhe saltar para cima quando ela chega do trabalho.
Não faço ideia de que instrumento será aquele, mas eles lá sabem! Mas, pelo que ela me contou, o tamanho aumenta consideravelmente. Não lhe adianta nada, porque ela gosta mesmo é do trolha, e aí não há nada a fazer.
A verdade é que ela não o quer na mesma.
O marido, furioso com as negas, tirou-lhe as chaves do carro e os telemóveis também. Ela não esteve para estar a aturar o massacre e pegou no carro dele e veio até aqui, pois a verdade é que ela não estava em condições de ir para mais longe.
Ela neste momento está mais furiosa que nunca, pois o marido foi contar tudo à mãe dela, o que só piorou as coisas.
Para a família não estar preocupada, eu peguei no telefone e liguei para o marido a comunicar-lhe que ela estava cá em casa. Burrice minha! Ele, que não se conforma com os cornos que tem, deu-me massacre foi a mim! A perguntar-me se eu achava bem o que ela andava a fazer. Se achava bem o adultério, etc.
Eu respondi que não sabia nem me interessava o que é que ela andava a fazer, que resolvessem isso entre eles.
Quando desliguei, fui arranjar-me para jantar, pensando que estava livre daquilo. E aí liga-me ele novamente a perguntar-me porque é que eu a tinha deixado ir sozinha para casa, pois ela tinha-lhe mandado com o carro contra um muro.
Mais uma vez respondi ao sr. dr. que ela tinha cá chegado sozinha e que nem sequer me tinha passado tal coisa pela cabeça de ter de a ir pôr em casa.
Levei uma seca e tanto, já farta desliguei-lhe o telefone.
Como eu agora a compreendo… Ela, farta disto tudo, ontem mesmo foi comprar uma corda, meteu-a no pescoço e tentou enforcar-se. O ramo do pinheiro partiu-se, e ela está hospitalizada em psiquiatria.
Com o pescoço todo esfolado, com a cabeça a funcionar mal, com um marido que além de contar à família toda que é corno só para se vingar dela, com o trolha para se casar com outra.
Quem é que aguenta?
Que motivos tem esta criatura para querer curar-se? Dá-me pena! Pois ainda é jovem e podia começar uma vida nova, mas enfim… Por mais que tente compreender estes comportamentos, cada vez entendo menos o ser humano.
O divórcio é uma solução. Mas com vários anos de experiência, chego a esta triste conclusão: os maus casamentos são aqueles que mais duram.
Calor de morrer em Coimbra.
Estou eu a ver um filme, deitada na minha cama com o ar condicionado no máximo, quando a campainha toca…
Espreitei pelo vídeo, e era aquela amiga que tem o fétiche por trolhas jovens.
Abri a porta, e ela subiu num estado miserável, pois tinha feito mais uma lavagem gástrica depois de mais uma tentativa de suicídio.
Tive pena dela, pois a situação está igual: o marido não dá solução àquilo. Ela sozinha também não consegue.
Já vinha com mais comprimidos no estômago, e eu lá tentei que ela comesse qualquer coisa.
Começamos a conversar, onde ela começa por me dizer que já não consegue olhar para o marido, pois quando ela chega a casa o marido está com uma bomba de vácuo a aumentar a pila para lhe saltar para cima quando ela chega do trabalho.
Não faço ideia de que instrumento será aquele, mas eles lá sabem! Mas, pelo que ela me contou, o tamanho aumenta consideravelmente. Não lhe adianta nada, porque ela gosta mesmo é do trolha, e aí não há nada a fazer.
A verdade é que ela não o quer na mesma.
O marido, furioso com as negas, tirou-lhe as chaves do carro e os telemóveis também. Ela não esteve para estar a aturar o massacre e pegou no carro dele e veio até aqui, pois a verdade é que ela não estava em condições de ir para mais longe.
Ela neste momento está mais furiosa que nunca, pois o marido foi contar tudo à mãe dela, o que só piorou as coisas.
Para a família não estar preocupada, eu peguei no telefone e liguei para o marido a comunicar-lhe que ela estava cá em casa. Burrice minha! Ele, que não se conforma com os cornos que tem, deu-me massacre foi a mim! A perguntar-me se eu achava bem o que ela andava a fazer. Se achava bem o adultério, etc.
Eu respondi que não sabia nem me interessava o que é que ela andava a fazer, que resolvessem isso entre eles.
Quando desliguei, fui arranjar-me para jantar, pensando que estava livre daquilo. E aí liga-me ele novamente a perguntar-me porque é que eu a tinha deixado ir sozinha para casa, pois ela tinha-lhe mandado com o carro contra um muro.
Mais uma vez respondi ao sr. dr. que ela tinha cá chegado sozinha e que nem sequer me tinha passado tal coisa pela cabeça de ter de a ir pôr em casa.
Levei uma seca e tanto, já farta desliguei-lhe o telefone.
Como eu agora a compreendo… Ela, farta disto tudo, ontem mesmo foi comprar uma corda, meteu-a no pescoço e tentou enforcar-se. O ramo do pinheiro partiu-se, e ela está hospitalizada em psiquiatria.
Com o pescoço todo esfolado, com a cabeça a funcionar mal, com um marido que além de contar à família toda que é corno só para se vingar dela, com o trolha para se casar com outra.
Quem é que aguenta?
Que motivos tem esta criatura para querer curar-se? Dá-me pena! Pois ainda é jovem e podia começar uma vida nova, mas enfim… Por mais que tente compreender estes comportamentos, cada vez entendo menos o ser humano.
O divórcio é uma solução. Mas com vários anos de experiência, chego a esta triste conclusão: os maus casamentos são aqueles que mais duram.

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