A história do gato bravo
Lembram-se da história do gato algarvio? Esta é mais divertida.
Tenho um amigo gente boa mas um bocado tarado.
Num dia em que ia para os moinhos do Luso, encontra um gatinho preto mesmo na beira da estrada. Nem precisou de parar o jipe, fez marcha a trás, pegou no gato pelo lombo e meteu-o no banco ao lado dele.
O gato deve ter gostado da cortesia, pois, para todo o sítio que ele fosse, o gato saltava-lhe para o jipe como se de um cão se tratasse.
O meu amigo adora animais e achava imensa graça à companhia do gato, esquecendo-se de que era um felino e não um cão.
Num dia, arranja uma empregada e diz à mulher dele que lhe vai ensinar como se ligavam os motores que fazem as regas nas agriculturas.
Só que ele monta tudo o que vestir saia, e foi experimentar se, ao contratar a empregada, teria também mulher para certas tarefas de cama, e só indo com ela para longe da mulher é que ele podia fazer tal avaliação.
Foi para o fundo da quinta com o seu companheiro gato, e, como a nova empregada nem era esquisita, a fodinha rápida deu-se logo debaixo de uma laranjeira.
Não passaram dois minutos sem que o meu amigo não começasse aos gritos, não de gozo ou prazer, mas sim de dor, pois, como nós sabemos, os gatos pequenos atiram-se a tudo o que mexe.
Uma foda dada ao ar livre normalmente só tem uma posição, à canzana.
Ora bem, o gato, que estava sempre por perto, viu duas bolas a abanar e pendura-se nos tomates do meu amigo com as quatro patas a balançar-se!
O homem, coitado, quase teve de estrangular o gato para lhe tirar unha por unha, pois quanto mais puxavam por ele, mais ele se agarrava aos tomates do seu dono.
No meio de tanta gritaria, pois os homens são muito piegas, além disso os tomates são órgãos muito sensíveis, a mulher ouve os gritos do marido, e os moradores das casas ali por perto também.
Como ele é boa pessoa, não ouve ninguém que não fosse ver o que se estava a passar com o seu vizinho.
E ele sem conseguir vestir as calças, a não ser que as vestisse com o gato lá dentro, coisa que estava fora de questão, pois isso causava-lhe dores terríveis.
Foi ali naquele quintal uma tragédia de que não há memoria.
Claro que, depois disto, a mulher, já farta de tanta putaria junta, o largou definitivamente.
Mas as histórias deste amigo não acabam aqui. O hobby dele agora é pôr anúncios no jornal (pois não percebe nada de computadores) a oferecer-se para casar com estrangeiras.
Ainda há bem pouco tempo lhe apareceram tantas em casa, que lhe foi muito difícil a escolha.
Depois de as meter todas no terraço ao sol fez a escolha.
Ficou com três, e pagou bilhetes de comboio e táxis a todas as outras para o deixarem em paz.
Esta ideia triste custou-lhe mais de quinhentos euros.
Não sei onde vai parar a loucura do meu amigo.
Eu acho-lhe graça, pois as ucranianas que ele lá tem são para uso dele, e para oferecer também aos amigos, de graça claro!
Tem sempre a casa cheia. E não são pessoas de classe baixa nem média, mas sim da alta sociedade cá de Coimbra.
Adoro esta cidade. É uma cidade rica em acontecimentos e eventos, que a maior parte dos habitantes nem chega a ter conhecimento.
O dito gato ainda lá está, mas de unhas cortadas quase não consegue andar, e muito menos saltar seja para onde for.
Tenho um amigo gente boa mas um bocado tarado.
Num dia em que ia para os moinhos do Luso, encontra um gatinho preto mesmo na beira da estrada. Nem precisou de parar o jipe, fez marcha a trás, pegou no gato pelo lombo e meteu-o no banco ao lado dele.
O gato deve ter gostado da cortesia, pois, para todo o sítio que ele fosse, o gato saltava-lhe para o jipe como se de um cão se tratasse.
O meu amigo adora animais e achava imensa graça à companhia do gato, esquecendo-se de que era um felino e não um cão.
Num dia, arranja uma empregada e diz à mulher dele que lhe vai ensinar como se ligavam os motores que fazem as regas nas agriculturas.
Só que ele monta tudo o que vestir saia, e foi experimentar se, ao contratar a empregada, teria também mulher para certas tarefas de cama, e só indo com ela para longe da mulher é que ele podia fazer tal avaliação.
Foi para o fundo da quinta com o seu companheiro gato, e, como a nova empregada nem era esquisita, a fodinha rápida deu-se logo debaixo de uma laranjeira.
Não passaram dois minutos sem que o meu amigo não começasse aos gritos, não de gozo ou prazer, mas sim de dor, pois, como nós sabemos, os gatos pequenos atiram-se a tudo o que mexe.
Uma foda dada ao ar livre normalmente só tem uma posição, à canzana.
Ora bem, o gato, que estava sempre por perto, viu duas bolas a abanar e pendura-se nos tomates do meu amigo com as quatro patas a balançar-se!
O homem, coitado, quase teve de estrangular o gato para lhe tirar unha por unha, pois quanto mais puxavam por ele, mais ele se agarrava aos tomates do seu dono.
No meio de tanta gritaria, pois os homens são muito piegas, além disso os tomates são órgãos muito sensíveis, a mulher ouve os gritos do marido, e os moradores das casas ali por perto também.
Como ele é boa pessoa, não ouve ninguém que não fosse ver o que se estava a passar com o seu vizinho.
E ele sem conseguir vestir as calças, a não ser que as vestisse com o gato lá dentro, coisa que estava fora de questão, pois isso causava-lhe dores terríveis.
Foi ali naquele quintal uma tragédia de que não há memoria.
Claro que, depois disto, a mulher, já farta de tanta putaria junta, o largou definitivamente.
Mas as histórias deste amigo não acabam aqui. O hobby dele agora é pôr anúncios no jornal (pois não percebe nada de computadores) a oferecer-se para casar com estrangeiras.
Ainda há bem pouco tempo lhe apareceram tantas em casa, que lhe foi muito difícil a escolha.
Depois de as meter todas no terraço ao sol fez a escolha.
Ficou com três, e pagou bilhetes de comboio e táxis a todas as outras para o deixarem em paz.
Esta ideia triste custou-lhe mais de quinhentos euros.
Não sei onde vai parar a loucura do meu amigo.
Eu acho-lhe graça, pois as ucranianas que ele lá tem são para uso dele, e para oferecer também aos amigos, de graça claro!
Tem sempre a casa cheia. E não são pessoas de classe baixa nem média, mas sim da alta sociedade cá de Coimbra.
Adoro esta cidade. É uma cidade rica em acontecimentos e eventos, que a maior parte dos habitantes nem chega a ter conhecimento.
O dito gato ainda lá está, mas de unhas cortadas quase não consegue andar, e muito menos saltar seja para onde for.

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