A discussão no hospital
Hoje fui acordada bem cedo por motivos inadiáveis, pois a tristeza de conversa que a minha amiga foi ter com o homem que fez o filme porno com ela tinha de ser hoje mesmo, e fazia questão que eu, que nada tenho que ver com o assunto, estivesse presente.
Nunca tinha assistido a uma coisa tão miserável na minha vida.
Isto, pelo que a minha amiga me contou, começou com um telefonema bem cedo do homem com quem fez o dito filme a dizer-lhe que não podia encontrar-se com ela hoje, pois a mulher já sabia de tudo.
Ela, como é natural, quis saber como, e porque é que tinha acontecido, pois os encontros eram fora de Coimbra e na quinta de um amigo!
Para não dar muito nas vistas, ela quase me obrigou a ir com ela e assistir a toda a discussão.
Ele, manhoso e matreiro, andou durante algum tempo assustado com a história do filme, e a pensar como havia de sair da situação. Mas ia-lhe dizendo que queria continuar e que, se ela mostrasse a cassete à mulher, assumia tudo.
Como ela lhe disse que fazia anos brevemente e que não aceitaria uma prenda qualquer, ele, que é tão sovina, ficou a pensar no assunto no fim-de-semana todo, e resolveu contar à mulher dele o que se estava a passar.
Então, aquele homem assustado que parecia um coelho hoje estava com um ar tranquilo a ouvir tudo o que ela lhe chamava, que era de impotente, de sovina, de avarento, porque é que ele andava a seduzir as doentes se depois não as conseguia montar, etc.
No fim, mostra-lhe um caderno que tinha onde havia apontado todos os encontros e as horas a que se encontravam, que ia para a Ordem dos Médicos apresentar queixa por assédio sexual. Eu peguei nela e tirei-a daquele filme, porque esta mulher, sendo casada, nem por um momento lhe passou pela cabeça que ali quem perdia mais era ela.
Primeiro disse-me: «Vai-te tu embora, porque este homem não presta, mas eu amo-o, e isto não fica assim». E o segurança do parque por detrás de um carro a ouvir tudo.
Eu, já farta de tanta pouca-vergonha, disse-lhe: «Eu vou embora, mas tu vens comigo para ires buscar o teu carro, depois podes voltar para continuar a discussão.»
Meu Deus, aquele martírio tinha tido um fim, e eu logo que a consegui tirar de lá fiz-lhe ver que o médico e a mulher já estavam numa boa e quem se ia lixar toda era ela, porque a outra podia contar ao marido.
E, de facto, isto entre o médico e a mulher vai ficar tudo bem porque, segundo ele conta, a mulher leva-o a Fátima prometer que será fiel e depois anda por aí um mês ou dois sem pecar, o que já não e nada mau.
Estou mesmo farta, acontece-me tudo.
Nunca tinha assistido a uma coisa tão miserável na minha vida.
Isto, pelo que a minha amiga me contou, começou com um telefonema bem cedo do homem com quem fez o dito filme a dizer-lhe que não podia encontrar-se com ela hoje, pois a mulher já sabia de tudo.
Ela, como é natural, quis saber como, e porque é que tinha acontecido, pois os encontros eram fora de Coimbra e na quinta de um amigo!
Para não dar muito nas vistas, ela quase me obrigou a ir com ela e assistir a toda a discussão.
Ele, manhoso e matreiro, andou durante algum tempo assustado com a história do filme, e a pensar como havia de sair da situação. Mas ia-lhe dizendo que queria continuar e que, se ela mostrasse a cassete à mulher, assumia tudo.
Como ela lhe disse que fazia anos brevemente e que não aceitaria uma prenda qualquer, ele, que é tão sovina, ficou a pensar no assunto no fim-de-semana todo, e resolveu contar à mulher dele o que se estava a passar.
Então, aquele homem assustado que parecia um coelho hoje estava com um ar tranquilo a ouvir tudo o que ela lhe chamava, que era de impotente, de sovina, de avarento, porque é que ele andava a seduzir as doentes se depois não as conseguia montar, etc.
No fim, mostra-lhe um caderno que tinha onde havia apontado todos os encontros e as horas a que se encontravam, que ia para a Ordem dos Médicos apresentar queixa por assédio sexual. Eu peguei nela e tirei-a daquele filme, porque esta mulher, sendo casada, nem por um momento lhe passou pela cabeça que ali quem perdia mais era ela.
Primeiro disse-me: «Vai-te tu embora, porque este homem não presta, mas eu amo-o, e isto não fica assim». E o segurança do parque por detrás de um carro a ouvir tudo.
Eu, já farta de tanta pouca-vergonha, disse-lhe: «Eu vou embora, mas tu vens comigo para ires buscar o teu carro, depois podes voltar para continuar a discussão.»
Meu Deus, aquele martírio tinha tido um fim, e eu logo que a consegui tirar de lá fiz-lhe ver que o médico e a mulher já estavam numa boa e quem se ia lixar toda era ela, porque a outra podia contar ao marido.
E, de facto, isto entre o médico e a mulher vai ficar tudo bem porque, segundo ele conta, a mulher leva-o a Fátima prometer que será fiel e depois anda por aí um mês ou dois sem pecar, o que já não e nada mau.
Estou mesmo farta, acontece-me tudo.

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