A casa da Aurora n.º 4
Como a vida é fácil para algumas pessoas!
Hoje por casualidade encontrei num centro comercial aqui em Coimbra a protagonista da casa da Aurora, e qual não é o meu espanto quando a vejo com dois gémeos nos respectivos carrinhos de luxo, duas amas e o seu motorista.
Isto tudo, ou seja, toda esta situação tem cerca de três anos desde o quarto alugado na baixa de Coimbra, do seu namorado pedreiro, e do amante que era o pai do namorado. O construtor.
Pois bem, não fiquei muito surpreendida, porque acho que a vida é mais fácil para quem não tem nada a perder.
E de facto, na altura em que ela andou com toda aquela chantagem com o sogro, ela nada tinha a perder; no entanto a situação agora é muito diferente, pois ela agora já não é a prostituta que trabalhava na casa da Aurora, mas sim uma senhora empresária.
Já não vive com o marido, pois o sogro já faleceu, e a partir desse momento foi ela que ficou com a firma dele.
Isto, segundo ela me contou, anda tudo em tribunal, mas do que é que adianta depois de o sogro lhe ter feito uma procuração com plenos poderes para ela o substituir?
Está de namorado novo, outro construtor, mas este com muito boa apresentação, e com um ar de chulo que dá medo!
Ele não a deixa falar muito tempo com ninguém, pois deve estar para lhe fazer o mesmo que ela fez ao de Miranda do Corvo.
Enfim, ela lá me foi dizendo que ele está a pedir o divórcio, e que a mulher está de acordo, no que eu até acredito, pois a firma deles estava falida, e eles devem estar a ver ali a sua tábua de salvação.
Cá para mim estão feitos um com o outro. Marido e mulher, claro!
Não tive sequer tempo para a avisar de nada, pois ele não saiu de perto.
Está gorda, bem arranjada, mas triste, pois, segundo me disse o motorista, este homem está vinte e quatro sobre vinte e quatro horas por perto, só se afasta para ligar para a mulher dele.
Este golpe vai ser muito parecido com o que ela deu ao outro.
Já começo a acreditar na justiça divina, e com a certeza que os herdeiros daquele património todo vão ser estes dois: o casal oportunista.
Talvez ela fique com a casa de meninas que está a ser gerida pelo motorista. A vida dá muitas voltas e por vezes volta ao princípio.
Só que subir não custa, mas descer deve ser tremendo.
Não fiquei a saber quem é o pai dos garotos, também não interessa, são lindos e parecem saudáveis.
Ela é que parece que perdeu a alegria de viver.
A cara dela não é a mesma, será porque no tempo em que andava com o sogro e com o marido ao mesmo tempo era mais feliz?
Ou estará a ficar com remorsos de tudo aquilo que fez?
Não acredito que assim seja, pois ela planeou tudo atempadamente. Pode de facto é estar com saudades da liberdade e da vida que tinha.
Esta história não deve ter um final feliz, pois verifiquei que ela está de trela curta. Mas, cá para nós, ela fez por merecer.
Hoje por casualidade encontrei num centro comercial aqui em Coimbra a protagonista da casa da Aurora, e qual não é o meu espanto quando a vejo com dois gémeos nos respectivos carrinhos de luxo, duas amas e o seu motorista.
Isto tudo, ou seja, toda esta situação tem cerca de três anos desde o quarto alugado na baixa de Coimbra, do seu namorado pedreiro, e do amante que era o pai do namorado. O construtor.
Pois bem, não fiquei muito surpreendida, porque acho que a vida é mais fácil para quem não tem nada a perder.
E de facto, na altura em que ela andou com toda aquela chantagem com o sogro, ela nada tinha a perder; no entanto a situação agora é muito diferente, pois ela agora já não é a prostituta que trabalhava na casa da Aurora, mas sim uma senhora empresária.
Já não vive com o marido, pois o sogro já faleceu, e a partir desse momento foi ela que ficou com a firma dele.
Isto, segundo ela me contou, anda tudo em tribunal, mas do que é que adianta depois de o sogro lhe ter feito uma procuração com plenos poderes para ela o substituir?
Está de namorado novo, outro construtor, mas este com muito boa apresentação, e com um ar de chulo que dá medo!
Ele não a deixa falar muito tempo com ninguém, pois deve estar para lhe fazer o mesmo que ela fez ao de Miranda do Corvo.
Enfim, ela lá me foi dizendo que ele está a pedir o divórcio, e que a mulher está de acordo, no que eu até acredito, pois a firma deles estava falida, e eles devem estar a ver ali a sua tábua de salvação.
Cá para mim estão feitos um com o outro. Marido e mulher, claro!
Não tive sequer tempo para a avisar de nada, pois ele não saiu de perto.
Está gorda, bem arranjada, mas triste, pois, segundo me disse o motorista, este homem está vinte e quatro sobre vinte e quatro horas por perto, só se afasta para ligar para a mulher dele.
Este golpe vai ser muito parecido com o que ela deu ao outro.
Já começo a acreditar na justiça divina, e com a certeza que os herdeiros daquele património todo vão ser estes dois: o casal oportunista.
Talvez ela fique com a casa de meninas que está a ser gerida pelo motorista. A vida dá muitas voltas e por vezes volta ao princípio.
Só que subir não custa, mas descer deve ser tremendo.
Não fiquei a saber quem é o pai dos garotos, também não interessa, são lindos e parecem saudáveis.
Ela é que parece que perdeu a alegria de viver.
A cara dela não é a mesma, será porque no tempo em que andava com o sogro e com o marido ao mesmo tempo era mais feliz?
Ou estará a ficar com remorsos de tudo aquilo que fez?
Não acredito que assim seja, pois ela planeou tudo atempadamente. Pode de facto é estar com saudades da liberdade e da vida que tinha.
Esta história não deve ter um final feliz, pois verifiquei que ela está de trela curta. Mas, cá para nós, ela fez por merecer.

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