terça-feira, maio 30

O corno chato

Sábado, 17 horas.
Calor de morrer em Coimbra.

Estou eu a ver um filme, deitada na minha cama com o ar condicionado no máximo, quando a campainha toca…

Espreitei pelo vídeo, e era aquela amiga que tem o fétiche por trolhas jovens.

Abri a porta, e ela subiu num estado miserável, pois tinha feito mais uma lavagem gástrica depois de mais uma tentativa de suicídio.

Tive pena dela, pois a situação está igual: o marido não dá solução àquilo. Ela sozinha também não consegue.

Já vinha com mais comprimidos no estômago, e eu lá tentei que ela comesse qualquer coisa.

Começamos a conversar, onde ela começa por me dizer que já não consegue olhar para o marido, pois quando ela chega a casa o marido está com uma bomba de vácuo a aumentar a pila para lhe saltar para cima quando ela chega do trabalho.

Não faço ideia de que instrumento será aquele, mas eles lá sabem! Mas, pelo que ela me contou, o tamanho aumenta consideravelmente. Não lhe adianta nada, porque ela gosta mesmo é do trolha, e aí não há nada a fazer.
A verdade é que ela não o quer na mesma.

O marido, furioso com as negas, tirou-lhe as chaves do carro e os telemóveis também. Ela não esteve para estar a aturar o massacre e pegou no carro dele e veio até aqui, pois a verdade é que ela não estava em condições de ir para mais longe.

Ela neste momento está mais furiosa que nunca, pois o marido foi contar tudo à mãe dela, o que só piorou as coisas.

Para a família não estar preocupada, eu peguei no telefone e liguei para o marido a comunicar-lhe que ela estava cá em casa. Burrice minha! Ele, que não se conforma com os cornos que tem, deu-me massacre foi a mim! A perguntar-me se eu achava bem o que ela andava a fazer. Se achava bem o adultério, etc.

Eu respondi que não sabia nem me interessava o que é que ela andava a fazer, que resolvessem isso entre eles.

Quando desliguei, fui arranjar-me para jantar, pensando que estava livre daquilo. E aí liga-me ele novamente a perguntar-me porque é que eu a tinha deixado ir sozinha para casa, pois ela tinha-lhe mandado com o carro contra um muro.

Mais uma vez respondi ao sr. dr. que ela tinha cá chegado sozinha e que nem sequer me tinha passado tal coisa pela cabeça de ter de a ir pôr em casa.

Levei uma seca e tanto, já farta desliguei-lhe o telefone.

Como eu agora a compreendo… Ela, farta disto tudo, ontem mesmo foi comprar uma corda, meteu-a no pescoço e tentou enforcar-se. O ramo do pinheiro partiu-se, e ela está hospitalizada em psiquiatria.

Com o pescoço todo esfolado, com a cabeça a funcionar mal, com um marido que além de contar à família toda que é corno só para se vingar dela, com o trolha para se casar com outra.
Quem é que aguenta?

Que motivos tem esta criatura para querer curar-se? Dá-me pena! Pois ainda é jovem e podia começar uma vida nova, mas enfim… Por mais que tente compreender estes comportamentos, cada vez entendo menos o ser humano.

O divórcio é uma solução. Mas com vários anos de experiência, chego a esta triste conclusão: os maus casamentos são aqueles que mais duram.

segunda-feira, maio 29

A putaria começa em qualquer idade

Há uma senhora aqui nos arredores de Coimbra que ficou viúva aos 71 anos.

Boa esposa, sempre de mão dada com o seu marido vendo na televisão os programas de que ele mais gostava, criando três filhos que hoje são homens, enfim, até ficar sem o seu companheiro foi uma mulher exemplar.

O marido era gerente bancário; ela, professora.

Depois de ficar viúva, reuniu os filhos e disse-lhes: «O vosso pai já morreu, e eu agora vou viver a minha vida.»

Os filhos pouco ligaram a esta conversa, pensando que a mãe queria andar mais metida na igreja ou ajudando em obras de caridade ou outra coisa assim do género.

Que grande engano o deles quando não viram nenhuma maldade nesta conversa.

Todos estiveram de acordo em que ela fizesse a vida que quisesse e entendesse. E é aqui começa a grande odisseia, pois esta velha é de força.

A senhora vai de viagem numa excursão do INATEL onde conhece um viúvo com 65 anos que gostou imediatamente dela, foi amor à primeira vista.

Houve uma visita a uma romaria no Norte do país onde mete sempre um bailarico. Depois destas danças e contradanças, os dois ficaram logo de namoro. Como ele era de uma povoação vizinha, os dois ficaram com a situação facilitada.

Então ela fazia o seguinte: quando chegava a noite, ficava com a pita aos saltos para sair, dava dois murros na almofada, punha os cobertores para trás, a camisa de dormir em cima da cama, e saía de casa de mansinho.

Ia ter com o namorado e de manhã chegava bem cedinho com um saco de pão.

Os filhos não davam conta de nada. Vadios de marca maior, até hoje ainda não se aperceberam de que a mãe nem sequer dorme em casa.

Eis que um dia chega um irmão do namorado que vivia em França e queria vir acabar os últimos dias na sua terra, pois tinha ficado também viúvo.

Num almoço que o irmão fez para ele conhecer a sua namorada, ele também gostou da viúva. Aquilo foi o almoço todo a encostar perna por baixo da mesa, até que a senhora arranjou maneira de lhe passar um papelinho com o seu número de telefone.

A vida desta mulher está um stress: Os dois irmãos moram na mesma aldeia, então ela passa primeiro na casa de um, e a seguir na casa do outro.

Ainda não sei como é que isto vai acabar, mas até agora os três estão felizes, pois os filhos ainda não se deram conta desta pouca-vergonha toda.

Esta velhota é o máximo! Nunca pensei que ela, depois de viúva, tivesse uma vida sexual tão activa, mas se ela se aguenta com dois homens, está em muito boa forma. Até esta mais jovem. De facto, fazer amor é muito mais eficaz que qualquer lifting.

quarta-feira, maio 24

A paixão enlouquece

Aquela amiga que fez o filme porno está a passar um mau bocado! A forte depressão que apanhou a seguir, e com todos os antidepressivos que está a tomar, está a ficar de tal forma, que eu acho que isto que está a ultrapassar tudo o que se possa imaginar.

O médico psiquiatra que é amigo dela aconselhou-a a arranjar imediatamente outro homem para substituir o que a estava a fazer sofrer tanto, pois só assim se curava.

Como ela está de facto fragilizada, não esperou tempo nenhum e de imediato combina um encontro com um amigo de Viseu que andava doido para a comer.

Ele ficou radiante por ter a situação tão facilitada, que lhe pediu se ela ia ter com ele a Viseu, e se poderia lá estar por volta das dez horas da manhã para poderem estar um bom bocado juntos.

Como ela entendeu naquela cabeça doente que quanto mais depressa fosse para a cama com outro, mais depressa se curava, às oito horas da manhã já estava em Viseu.

O outro ficou espantado com aquela pressa toda, mas lá tomou banho à pressa para ir ao encontro.

A verdade é que a coisa nem teria corrido mal se ela, enquanto ele a montava desde as nove horas até à uma da tarde, não estivesse o tempo todo a gritar debaixo deste pelo nome do outro.

Ora bem, ninguém gosta disto! Mas como não desgostou da situação, mesmo sendo chamado pelo novo nome que ela fazia questão de lhe chamar, ainda marcaram outro encontro.

Mas como ela via neste homem a cura para os seus males, começou a exigir que ele fosse para a cama com ela duas ou três vezes por semana.Aí ele passou-se e acabou com aquilo de imediato, pois não tinha disponibilidade para estar fora da sua empresa tanto tempo como ela queria.

Eu gosto imenso dela, mas estou a ficar sem paciência, pois também tenho a minha vida.
No sábado passado, às oito da manhã, já ela me estava a telefonar para eu ir sair com ela, pois queria ir a Leiria às compras. Chateei-me com o horário das compras e desliguei-lhe o telefone na cara, meu Deus, mas que manhã eu tive! Ela não admite ser contrariada e veio de imediato para minha casa.

Quando a campainha da minha porta começa a tocar sem parar, eu levantei-me da cama e fui abrir, pois não queria que ela acordasse o prédio inteiro.

Vocês acreditam que era um vizinho meu com ela ao colo, pois ela tinha conseguido atropelar-se a ela própria com o seu próprio carro?

Pois bem, os nervos dela foram de tal ordem por eu não a atender, que saiu do carro sem o travar, e o carro passou-lhe por cima até que uns senhores que estavam aqui por perto o seguraram! De qualquer maneira, o carro veio contra as pernas dela e ela caiu. Embora ficasse com os dois joelhos danificados e amassados, não ficou com nada partido.

Lá ficou toda a manhã deitada no meu sofá com gelo nas pernas, e eu a dar-lhe comprimidos para as dores.

Não a levei ao hospital, pois ela já tinha sido assistida por um médico aqui mesmo por baixo do prédio em que vivo, que lhe tirou logo as botas para o caso de ter fracturado as pernas.

Por acaso, estava maltratada, mas sem nada partido, porque nesse caso eu ficaria a sentir-me muito culpada por não lhe ter atendido o telefone.

Eu perdi o meu sossego. Acreditem que todos os dias rezo para que ela arranje homem com muita urgência, pois não gostaria mesmo nada que fosse uma mulher a dar cabo de mim.

Pois bem: para tudo o que me anda a acontecer – pois ela grita e chora que não me posso zangar com ela neste momento em que anda tão doente – só tenho este comentário: os deuses devem estar loucos!

segunda-feira, maio 22

A casa da Aurora n.º 4

Como a vida é fácil para algumas pessoas!

Hoje por casualidade encontrei num centro comercial aqui em Coimbra a protagonista da casa da Aurora, e qual não é o meu espanto quando a vejo com dois gémeos nos respectivos carrinhos de luxo, duas amas e o seu motorista.

Isto tudo, ou seja, toda esta situação tem cerca de três anos desde o quarto alugado na baixa de Coimbra, do seu namorado pedreiro, e do amante que era o pai do namorado. O construtor.

Pois bem, não fiquei muito surpreendida, porque acho que a vida é mais fácil para quem não tem nada a perder.

E de facto, na altura em que ela andou com toda aquela chantagem com o sogro, ela nada tinha a perder; no entanto a situação agora é muito diferente, pois ela agora já não é a prostituta que trabalhava na casa da Aurora, mas sim uma senhora empresária.

Já não vive com o marido, pois o sogro já faleceu, e a partir desse momento foi ela que ficou com a firma dele.

Isto, segundo ela me contou, anda tudo em tribunal, mas do que é que adianta depois de o sogro lhe ter feito uma procuração com plenos poderes para ela o substituir?

Está de namorado novo, outro construtor, mas este com muito boa apresentação, e com um ar de chulo que dá medo!

Ele não a deixa falar muito tempo com ninguém, pois deve estar para lhe fazer o mesmo que ela fez ao de Miranda do Corvo.

Enfim, ela lá me foi dizendo que ele está a pedir o divórcio, e que a mulher está de acordo, no que eu até acredito, pois a firma deles estava falida, e eles devem estar a ver ali a sua tábua de salvação.

Cá para mim estão feitos um com o outro. Marido e mulher, claro!

Não tive sequer tempo para a avisar de nada, pois ele não saiu de perto.
Está gorda, bem arranjada, mas triste, pois, segundo me disse o motorista, este homem está vinte e quatro sobre vinte e quatro horas por perto, só se afasta para ligar para a mulher dele.

Este golpe vai ser muito parecido com o que ela deu ao outro.

Já começo a acreditar na justiça divina, e com a certeza que os herdeiros daquele património todo vão ser estes dois: o casal oportunista.

Talvez ela fique com a casa de meninas que está a ser gerida pelo motorista. A vida dá muitas voltas e por vezes volta ao princípio.

Só que subir não custa, mas descer deve ser tremendo.

Não fiquei a saber quem é o pai dos garotos, também não interessa, são lindos e parecem saudáveis.

Ela é que parece que perdeu a alegria de viver.

A cara dela não é a mesma, será porque no tempo em que andava com o sogro e com o marido ao mesmo tempo era mais feliz?

Ou estará a ficar com remorsos de tudo aquilo que fez?

Não acredito que assim seja, pois ela planeou tudo atempadamente. Pode de facto é estar com saudades da liberdade e da vida que tinha.

Esta história não deve ter um final feliz, pois verifiquei que ela está de trela curta. Mas, cá para nós, ela fez por merecer.

sexta-feira, maio 19

A manhosa em apuros

A manhosa está numa má: tanto roubou os clientes, que eles fugiram quase todos.

Esta semana, meteu um anúncio para arranjar uma colaboradora e conseguiu. Só que, como ela tem a mania, ou seja, a triste ideia de vigiar o trabalho das suas assistentes, desta vez deu-se mal. Esta colaboradora era um travesti e não gostou nada de ser descoberto. Resultado: uma cena de pancadaria que foi o fim do mundo.

As coisas já não estavam a correr bem porque os clientes, quando lhe pediam a direcção do apartamento, desligavam-lhe o telefone na cara.

Como ela é uma mulher crente, resolveu vir falar comigo para ver se havia algum bruxedo com ela! Não me contive e comecei a rir à gargalhada.

Respondi-lhe que ela é que tinha feito o bruxedo a ela própria ao assaltar a carteira aos clientes, e por isso não valia a pena ler-lhe as cartas.

Vi que ficou surpreendida a olhar para mim. Pois acho que ela nunca tinha pensado no que era tão óbvio.

Não lhe tinha sequer passado pela cabeça que os clientes estavam fartos de ser assaltados e que daí vinha toda aquela crise no seu negócio.

Pela primeira vez na vida pediu-me conselho para ver como ia resolver aquela triste situação.

A verdade é que esta bonita mulher tem físico e cabeça de puta, mas como empresaria é um autêntico desastre.

A prova é que todos os negócios geridos por ela foram à vida.

Aconselhei-a a mudar de apartamento e de telemóvel também.

Não vale a pena mandá-la trabalhar, por incrível que pareça quem se mete nesta vida, quando tenta sair, normalmente já não tem idade para arranjar emprego.

Pois bem, desta vez a manhosa aceitou os meus conselhos: mudou de casa fez uma sala com bar onde embebeda os clientes e depois lhes pede dinheiro emprestado quando eles já estão completamente despachados.

A coisa esta a resultar, pois arranjou um imigrante para fiador e não está a contar pagar-lhe com dinheiro mas sim em géneros, alem dos dois meses de renda que ele lhe adiantou. Esta nova estratégia até está a resultar, vamos ver até quando.

E foi esta a razão porque estive algum tempo sem vos falar sobre ela.

Quanto ao imigrante, ela prometeu respeitá-lo como se fosse marido e farta-se de rir com as promessas que lhe faz.

Este homem nem sabe no que se está a meter! Pois ainda por cima é casado, e ela, quando se chateia, é altamente perigosa.

Eu própria acho que o Bin Ladem ao pé dela é um santo, pois esse não conhece as vítimas que faz, mas esta dorme com elas na cama.

A única pessoa a quem ela admira e respeita sou eu.
É conhecedora de tudo o que escrevo, e é ela própria que me dá todos os pormenores. Adora o que escrevo sobre ela e farta-se de rir.

A vida que ela faz, a mim, não me interessa, pois considero-a uma boa amiga, e sei que posso contar com ela seja para o que for.
E isto não é fácil na sociedade em que se vive hoje, onde é cada um por si.

quarta-feira, maio 17

Um episódio da minha vida

Estou tão farta de dar à língua sobre a vida dos outros, que resolvi escrever um pouco sobre mim mesma.

Amei e fui tão amada, que acho que não é sequer possível alguém algum dia ter sido tão feliz como eu fui durante sete anos.

Estava divorciada há uns meses quando conheci um português que viveu na Venezuela uma grande parte da sua vida.

Quando o conheci, não gostei dele, simpatizei, mas durante seis meses a coisa não passou disso mesmo, pois não sentia nenhuma atracção de outro género.

Ele, um homem do signo de Peixes, meigo e amoroso, nunca desistiu de me fazer visitas diárias, tinha uma firma aqui em Coimbra e passava o dia a fazer-me o namoro.

Como eu tinha vivido algum tempo nos Estados Unidos, um dia recebi um telefonema de uma amiga cubana a pedir-me que a fosse buscar ao aeroporto, pois vinha passar férias comigo.
Fui com ele.

Passados uns dias, ele e um sócio trataram de combinar uma viagem por Espanha para a minha amiga conhecer um país onde se falava a língua dela.

Fomos todos para Espanha: eu, ele, o sócio e a namorada, e ainda um outro amigo com a namorada também.

Numa carrinha da firma, uma festa todo o caminho, hotéis de cinco estrelas, e eu a pensar como havia de fazer à noite, pois estava a ver no que estes eventos dão no fim.

Depois de discutir com ele parte da noite numa discoteca em Madrid, lá ficou resolvido que ia dormir com ele.

Gostei, o homem era bom de cama todos os dias!

Passei a gostar de estar com ele, embora ele fosse casado. Viveu comigo sete anos até que eu, farta daquela situação, passei a falar no divórcio dele todos os dias, e a fazer da felicidade que nunca tinha tido um inferno.

Ele pertencia a uma religião que não aceita o divórcio, e eu – a quem a mulher dele não perturbava, pois, quando viajávamos para a Venezuela, ela regressava, e vice-versa – estava farta e quis dar-lhe uma lição que quase me matou de desgosto e arrependimento.

Um dia em que o homem que eu amava mais que tudo na vida viajou sozinho, fui para uma festa e conheci um homem impecável, boa pessoa e que gostou de mim. Em quinze dias casei com ele para chatear o outro.

Bem, não passa pela cabeça de ninguém o que eu me magoei a mim mesma.
Chorei dia e noite durante um mês.

Até que um dia cheguei ao pé da minha irmã e lhe disse: «Eu morro de saudades do homem que eu tinha!»

Aí ela respondeu: «Do que é que estás à espera? Acaba com isto.» Acho que era mesmo o que eu queria ouvir para acabar com aquele casamento de mentira.

O homem com quem tinha casado por vingança não merecia nada disto. Quando eu lhe disse que queria o divórcio, ele perguntou-me em que é que tinha errado. Fui honesta e disse-lhe: «Não! O defeito não é teu! Eu é que não sou capaz de esquecer a pessoa com quem vivia!»

Magoei este homem que era uma excelente pessoa, mas a verdade é que não consegui continuar esta farsa por mais tempo, e ao fim de um mês acabei com o meu casamento.

Telefonei ao outro e encontrámo-nos no mesmo dia.

O encontro foi para chorarmos como crianças: eu por ter feito o que fiz, e me ter magoado tanto a mim mesma por teimosia; ele por não ter tido a coragem de se divorciar.

Foi uma fase da minha vida em que passei pelo inferno descalça, pois foi muito grande o meu sofrimento quando me dei conta de que tinha feito a maior asneira da minha vida.

Ficámos grandes amigos, mas, assim como o meu casamento acabou, também acabou aquela magia, aquela cumplicidade, não sei explicar muito bem o que se terá passado, pois os sentimentos por vezes não têm explicação possível, mas de tudo o que sentíamos um pelo outro só restou uma grande amizade.

Ainda hoje não encontro explicação para o que fiz.

Mas a verdade é que, depois de me ter magoado tanto a mim mesma, o meu amor por esse homem esfriou de tal maneira, que depois de tentarmos de todas as formas possíveis não conseguimos ultrapassar aquele episódio de um mês.

Meu Deus, como nós as vezes somos tão felizes quase sem dar por isso!

segunda-feira, maio 15

O desconfiado

Esta minha amiga que andou pela Mauritânia tem imensos amigos dada a boa companhia que faz.

Um dia, vai para Lisboa com outra amiga e o namorado dela.

Ele tinha uma suite no hotel Penta, pois mesmo vivendo aqui na Mealhada gostava de viver bem e de dar conforto as amantes.

Um dia, estão os três a comer no Tavares quando ele começa a ver o que não existia, pois teimava que a namorada estava a galar uns velhos que estavam numa mesa próxima.

Arma tal rebuliço com as duas, que as deixa a comer sozinhas e sai porta fora.

Aí é que começa a aflição delas pois não tinham dinheiro para pagar a conta, que tinha começado pelos cocktails de camarão e já ia na lagosta.

Se até aí não tinham ligado importância aos velhos, a partir daquela saída do protector é que começa o regabofe com os velhos, que se aperceberam de tudo o que se passou. Elas começam a estrilhar, sorrisos para aqui, pestanadas para ali.

Aquilo começa a aquecer, com o empregado de mesa a trazer bilhetinhos, até que elas se vão sentar na mesa dos velhos.

Pelo menos o problema da conta já estava resolvido.

Qualquer uma destas moças era gente culta, pois as duas tinham cursos superiores. Portanto estavam preparadas para vários temas de conversa.
Vagabundas todos os dias mas muito bem informadas.

Claro que os velhos, que eram gente da alta finança, gostaram do que lhes apareceu pela frente a troco de um jantar.

Elas esqueceram por completo o desconfiado e saíram dali para o Elefante Branco, onde dançaram e conversaram a noite toda.

Lá pelas tantas, aparecem no Penta sem saber o que as esperava, mas com um cartão dos velhos nas carteiras já com alojamento para elas no caso de as coisas correrem mal.

Não foi preciso nada disso, pois o outro estava no bar do hotel com uma bebedeira triste à espera delas.

Pegaram nele, levaram-no para a suite, e até hoje ele não sabe a que horas elas chegaram.

A que viajava de vez em quando para a Mauritânia manteve essas amizades durante uns anos. A amiga casou com o desconfiado e deixou-se dessas aventuras.

A das viagens acabou por casar também já pela terceira vez. Quando lhe pergunto se vai continuar casada, ela responde-me que, nos dias de hoje, não se consegue viver bem só com um ordenado. É lúcida e inteligente. Teve consciência de que a idade estava a passar.

Está tranquila teve uma vida rica e bem preenchida.
Conheceu tudo quanto era bom, viveu com luxo e conforto.
Agora diz, e com razão, que a vida não lhe deve nada.

sexta-feira, maio 12

A história do gato bravo

Lembram-se da história do gato algarvio? Esta é mais divertida.

Tenho um amigo gente boa mas um bocado tarado.

Num dia em que ia para os moinhos do Luso, encontra um gatinho preto mesmo na beira da estrada. Nem precisou de parar o jipe, fez marcha a trás, pegou no gato pelo lombo e meteu-o no banco ao lado dele.

O gato deve ter gostado da cortesia, pois, para todo o sítio que ele fosse, o gato saltava-lhe para o jipe como se de um cão se tratasse.

O meu amigo adora animais e achava imensa graça à companhia do gato, esquecendo-se de que era um felino e não um cão.

Num dia, arranja uma empregada e diz à mulher dele que lhe vai ensinar como se ligavam os motores que fazem as regas nas agriculturas.

Só que ele monta tudo o que vestir saia, e foi experimentar se, ao contratar a empregada, teria também mulher para certas tarefas de cama, e só indo com ela para longe da mulher é que ele podia fazer tal avaliação.

Foi para o fundo da quinta com o seu companheiro gato, e, como a nova empregada nem era esquisita, a fodinha rápida deu-se logo debaixo de uma laranjeira.

Não passaram dois minutos sem que o meu amigo não começasse aos gritos, não de gozo ou prazer, mas sim de dor, pois, como nós sabemos, os gatos pequenos atiram-se a tudo o que mexe.

Uma foda dada ao ar livre normalmente só tem uma posição, à canzana.

Ora bem, o gato, que estava sempre por perto, viu duas bolas a abanar e pendura-se nos tomates do meu amigo com as quatro patas a balançar-se!

O homem, coitado, quase teve de estrangular o gato para lhe tirar unha por unha, pois quanto mais puxavam por ele, mais ele se agarrava aos tomates do seu dono.

No meio de tanta gritaria, pois os homens são muito piegas, além disso os tomates são órgãos muito sensíveis, a mulher ouve os gritos do marido, e os moradores das casas ali por perto também.
Como ele é boa pessoa, não ouve ninguém que não fosse ver o que se estava a passar com o seu vizinho.

E ele sem conseguir vestir as calças, a não ser que as vestisse com o gato lá dentro, coisa que estava fora de questão, pois isso causava-lhe dores terríveis.

Foi ali naquele quintal uma tragédia de que não há memoria.

Claro que, depois disto, a mulher, já farta de tanta putaria junta, o largou definitivamente.

Mas as histórias deste amigo não acabam aqui. O hobby dele agora é pôr anúncios no jornal (pois não percebe nada de computadores) a oferecer-se para casar com estrangeiras.

Ainda há bem pouco tempo lhe apareceram tantas em casa, que lhe foi muito difícil a escolha.

Depois de as meter todas no terraço ao sol fez a escolha.

Ficou com três, e pagou bilhetes de comboio e táxis a todas as outras para o deixarem em paz.

Esta ideia triste custou-lhe mais de quinhentos euros.

Não sei onde vai parar a loucura do meu amigo.

Eu acho-lhe graça, pois as ucranianas que ele lá tem são para uso dele, e para oferecer também aos amigos, de graça claro!

Tem sempre a casa cheia. E não são pessoas de classe baixa nem média, mas sim da alta sociedade cá de Coimbra.

Adoro esta cidade. É uma cidade rica em acontecimentos e eventos, que a maior parte dos habitantes nem chega a ter conhecimento.

O dito gato ainda lá está, mas de unhas cortadas quase não consegue andar, e muito menos saltar seja para onde for.

quarta-feira, maio 10

A manhosa nas filmagens

Esta mulher não pára de me surpreender!

Lá recebo eu mais um telefonema dela bem cedo, pois ela nem dorme a pensar como há-de lixar o próximo.

Arranjou agora um desportista para colaborar nas suas maldades!

O que lhe foi pôr o dinheiro por debaixo da porta está feito! Já teve de lhe dar mais, mas foi-lhe dizendo que vai contar tudo à mulher e que seja o que Deus quiser, pois já não aguenta!

Aí ela responde-lhe: «Vê como fazes a conversa, porque a seguir vou eu a tua casa contar à minha maneira, e ainda mostrar as fotografias que tenho no telemóvel!»

O homem só chora, mas continua a ir com ela para a cama, pagando as quecas, claro, pois o dinheiro das chantagens não tem nada que ver com o serviço.

Agora as maldades dela estão a ficar mais requintadas e refinadas também.
Este novo namorado está a começar a filmar os clientes que ela entende que valem a pena, no aspecto monetário, claro!

A próxima vítima já está escolhida, só que ela não me diz quem é, mas cheira-me que é gente grande.

O que mais me admira é que nem lhe passa pela cabeça que se pode dar muito mal com isto, pois quando lhe faço ver os perigos de tal comportamento, ela ri-se na minha cara.

Ainda hoje lhe disse para ter cuidado, pois o próximo pode não ser igual ao atrasado mental de Cantanhede.

Mas já vi que não vale a pena, acho que é gastar cera com mau defunto!

Perguntei-lhe também qual era o contrato que ela tinha feito com o desportista para ele colaborar com este circo. E ela respondeu-me: «Cona, cona até ele se fartar.»

Eu sabia que ela não fazia nenhum acordo onde tivesse de dar dinheiro a alguém, e que, se fosse obrigada a fazer, depois não cumpria, pois já a conheço há vinte e tal anos.

Com quem ela está muito chateada é com o rapaz de Penacova, que nunca mais se decide a ir ao cu ao velho. De qualquer maneira, ela ainda não desistiu, pois investiu na caixa do Viagra.
E ela, de facto, não dá ponto sem nó.

segunda-feira, maio 8

A hora da despedida

Foi triste! Mas mesmo muito triste. A minha amiga quis ver mais uma vez o homem que ela pensa que ama, e foi para a porta dele esperar que ele saísse para o trabalho.

Deixou o carro ao fundo da rua onde ele mora, e foi a pé para perto da porta da casa dele. A discussão foi terrível, pois ele jurou que, se ela lá fosse mais alguma vez, lhe passava com o carro por cima.

Ela veio embora com medo, pois qualquer doente depressivo entra em pânico facilmente.

Como nós tínhamos estado no parque do hospital e ela tinha combinado ir lá na sexta-feira para resolver com ele qualquer coisa relacionada com cartões de saúde, a coisa ficou por aí.

Qual não é o meu espanto quando ela, depois de ser ameaçada, ainda quis ir novamente para o hospital discutir com ele.

Fiz o que pude para lhe tirar tal ideia da cabeça, e ela por fim cedeu.

Hoje, que era o dia combinado para o encontro às duas da tarde, eu pensei por ela, e disse-lhe: «Não vás às duas, vai de manhã, porque ele pode pôr a mulher a receber-te, dado que ela já sabe de tudo, além de ter conhecimento das taras sexuais dele.»

Qual não é meu espanto quando ela me pede a mim para eu lhe telefonar a avisá-lo de que ia da parte da manhã, pois ela, depois de ele a ameaçar, ainda lhe telefonou umas vinte vezes (sem ele a atender, claro!).

Passei-me e desliguei-lhe o telefone na cara.
Telefona-me outra vez, e mandei a minha secretária atender para lhe fazer
entender que nesse caso seria novamente a mulher a estar lá. Visto ela querer mais uma vez avisá-lo da hora da visita. Por fim entendeu.

Ele hoje tratou-a mal quando a viu lá sem ser na hora combinada, pois, como é cobarde, estava com medo de a enfrentar.

A minha amiga esperou meia hora, mas as coisas não correram mal. Ele explicou-lhe que estava a sofrer muito com a mulher, o que eu até acredito, pois ninguém gosta de viver com um tarado, que estava muito habituado a fazer sexo no gabinete, que a partir desta história toda a mulher o iria guardar como um cão de fila, e que, como o fetiche dele era o sexo oral no local de trabalho, iria sofrer muito com isto tudo, etc.

Pelo que me foi dado perceber, aqui ele é que era a vítima.
Este homem, se é que se pode chamar assim a um traste que usa as suas doentes para satisfazer as suas taras sexuais, só pode estar louco.

Tenho pena que não haja respeito por um ser humano, que ainda por cima está doente, fragilizado, e à espera do apoio de alguém que o possa ajudar.

Nada! É usado e tem vergonha de denunciar tais situações, pois, como se diz na gíria, quem se lixa é o mais fraco.

Esta minha amiga não bate muito bem, mas de qualquer maneira andou a ser seduzida durante dois anos, pois este porco nem tem ponta por onde se lhe pegue, além de ser impotente.

Talvez eu tenha sido a única mulher que lhe perguntou porque é que ele fazia esses jogos de sedução sendo impotente.
Nem sequer me respondeu, olhou para mim com uma expressão vazia e nada disse.
Podia e muito bem ter-me respondido que eu não tinha nada que ver com a vida dele, mas não! Teve medo do que iria ouvir.

Hoje mandou-me recado para dispor dele quando quisesse, porque eu até era uma pessoa moderada.

Como este anormal, além de tarado, é burro! Eu só acalmei a situação para a minha amiga não estragar o casamento dela.

Obrigada, Sr. Doutor! Se alguma vez precisar, vou tentar ir a um médico normal e decente. Pois há tanto médico humano e decente por aí, que eu acho muito sinceramente que o senhor é a vergonha da classe médica portuguesa.

Onde já se viu? Tenho é pena que não me tivesse feito isto a mim, que sou livre e desimpedida! De qualquer maneira, cuidado! Porque posso muito bem pagar as consultas a alguém que nada tenha a perder, e aí arrumar consigo de vez.

Tome isto em consideração! E veja se começa a respeitar quem precisa de ajuda médica e não de sexo.

sexta-feira, maio 5

A grande burra

Este relato que vos vou contar define bem alguns tipos de mulher que a única coisa que têm na cabeça é mesmo só o penteado.

Acreditem que até fiquei deprimida com tanta burrice junta.

Esta moça de quem vos vou falar é linda todos os dias, grandes olhos castanhos e expressivos, cabelos compridos fortes e saudáveis, um corpo escultural, uma pele morena tipo veludo, com tudo no sítio. É aquele tipo de mulher que faz parar o trânsito.

Pois é! Deus deu-lhe tudo isto! Mas também lhe deu tanta burrice, que até dói.

Imaginem que me apareceu aqui feliz e contente porque o amante a tinha convidado para ir sair com ele. O motivo do convite era ajudá-lo a escolher alguns dos materiais para os acabamentos de uma luxuosa vivenda que está a construir aqui em Coimbra.

A burra achou isto o máximo! Era um grande elogio ele achar que ela tinha mais gosto do que a mulher dele, quando, na verdade, a outra talvez nem estivesse para se maçar!
Porque mulher de homem rico está habituada a comprar tudo feito. Outras vezes, andam pelos psiquiatras a curar depressões por não terem nada com que se ralar.

Eu até entenderia todo este contentamento se a vivenda fosse para ela, mas não! Ela vive num apartamento de duas peças e é feliz.
Se este caso se tivesse passado com outra, caía o Carmo e a Trindade, mas, como vêem, a felicidade depende da cabeça das pessoas.

A mulher inteligente vê as coisas com demasiada clareza e não consegue ser feliz, a lucidez impede-a de sonhar.
É esta a conclusão a que chego no fim de analisar estes comportamentos tão estranhos.
É que, nestes casos, nem vale a pena chamá-las à realidade, porque nem sequer ouvem o que estamos a dizer.

Outra coisa que eu nunca vou compreender é que, quando os maridos arranjam uma amante, os ódios todos vão direccionados para ela. Que culpa tem ela!? Ele não sabia que tinha mulher em casa?

Há uns anos, a conversa era diferente, as mulheres deles eram todas doentes da barriga e não podiam ter relações sexuais. Agora, como são mais modernos, estão todos em quartos separados. Isto porque não se podem separar por causa das firmas, etc.

Enfim, a lengalenga mudou, mas nas burras surte sempre o mesmo efeito.
Cada cabeça é um mundo, e é, de facto, trabalho para profissionais analisar estes comportamentos tão estranhos.

O que para umas seria uma desconsideração, para outras é um elogio.

quinta-feira, maio 4

Só me faltava mais esta

Começou o meu inferno!

Todos os dias, um tarado me acorda para me perguntar se as mamas que estão no blogue são minhas.

Depois, há um corno que deve ser protagonista de um dos meus textos que me ameaça e me chama de filha-da-puta para cima.

Em alguns países é proibido os cartões-piratas por causa do terrorismo, das chantagens, ou mesmo por causa destes tarados.

Eu não sou mulher de medos, e sempre que tiver histórias vou contá-las e partilhá-las convosco.

Mas porque é que me chateiam se eu até nem digo o vosso nome?
Será que querem que eu comece a pôr aqui o vosso nome em letras tão grandes como os cornos que têm?

quarta-feira, maio 3

A discussão no hospital

Hoje fui acordada bem cedo por motivos inadiáveis, pois a tristeza de conversa que a minha amiga foi ter com o homem que fez o filme porno com ela tinha de ser hoje mesmo, e fazia questão que eu, que nada tenho que ver com o assunto, estivesse presente.

Nunca tinha assistido a uma coisa tão miserável na minha vida.

Isto, pelo que a minha amiga me contou, começou com um telefonema bem cedo do homem com quem fez o dito filme a dizer-lhe que não podia encontrar-se com ela hoje, pois a mulher já sabia de tudo.

Ela, como é natural, quis saber como, e porque é que tinha acontecido, pois os encontros eram fora de Coimbra e na quinta de um amigo!
Para não dar muito nas vistas, ela quase me obrigou a ir com ela e assistir a toda a discussão.

Ele, manhoso e matreiro, andou durante algum tempo assustado com a história do filme, e a pensar como havia de sair da situação. Mas ia-lhe dizendo que queria continuar e que, se ela mostrasse a cassete à mulher, assumia tudo.

Como ela lhe disse que fazia anos brevemente e que não aceitaria uma prenda qualquer, ele, que é tão sovina, ficou a pensar no assunto no fim-de-semana todo, e resolveu contar à mulher dele o que se estava a passar.

Então, aquele homem assustado que parecia um coelho hoje estava com um ar tranquilo a ouvir tudo o que ela lhe chamava, que era de impotente, de sovina, de avarento, porque é que ele andava a seduzir as doentes se depois não as conseguia montar, etc.

No fim, mostra-lhe um caderno que tinha onde havia apontado todos os encontros e as horas a que se encontravam, que ia para a Ordem dos Médicos apresentar queixa por assédio sexual. Eu peguei nela e tirei-a daquele filme, porque esta mulher, sendo casada, nem por um momento lhe passou pela cabeça que ali quem perdia mais era ela.

Primeiro disse-me: «Vai-te tu embora, porque este homem não presta, mas eu amo-o, e isto não fica assim». E o segurança do parque por detrás de um carro a ouvir tudo.

Eu, já farta de tanta pouca-vergonha, disse-lhe: «Eu vou embora, mas tu vens comigo para ires buscar o teu carro, depois podes voltar para continuar a discussão.»

Meu Deus, aquele martírio tinha tido um fim, e eu logo que a consegui tirar de lá fiz-lhe ver que o médico e a mulher já estavam numa boa e quem se ia lixar toda era ela, porque a outra podia contar ao marido.

E, de facto, isto entre o médico e a mulher vai ficar tudo bem porque, segundo ele conta, a mulher leva-o a Fátima prometer que será fiel e depois anda por aí um mês ou dois sem pecar, o que já não e nada mau.

Estou mesmo farta, acontece-me tudo.