O filme porno
Há uns tempos, uma amiga andava a ser assediada pelo seu médico. Não queria o homem para nada, mas também não lhe dizia que não.
Durante cerca de dois anos e meio deixou-se seduzir, coisa que talvez lhe fizesse bem ao ego, vá-se lá saber o que se passa na cabeça das mulheres…
Eu sou mulher e não me compreendo a mim mesma.
E uma das coisas que mais desconcertam os homens nem sequer são uns pares de cornos que levam de vez em quando, mas sim as nossas mudanças bruscas de humor. Mudamos tão depressa, que eles até ficam atordoados.
Pois bem, quanto ao médico a coisa deu-se.
Ela, matreira e sabida, depressa se apercebeu de que aquilo ia acabar, e disso ela não gostou mesmo nada!, pois o homem durante aquela triste sessão teve um comportamento tão pouco normal, que eu nunca tinha tido conhecimento de nada assim, falando o tempo todo na mulher dele e que ela não merecia aquilo, etc.
Não sei por que carga d’água, ela resolveu arranjar uma maneira de se vingar.
Nada mais, nada menos do que arranjar forma de marcar um encontro de despedida para poder filmar o acto, para o ameaçar quando ele a quisesse largar. Isto foi um pandemónio de que não há memoria.
Primeiro passo: falar com alguém que pusesse uma câmara oculta no quarto onde se iria passar a matiné, depois montar todo o sistema de vídeo num outro quarto para o médico não se aperceber de que estava a ser filmado, pois a câmara era tão pequena, que depois de ensaiada ficou logo dentro de um arranjo floral. Às três da tarde lá começa o filme.
Assisti eu, outra amiga e a técnica que foi contratada para fazer o filme.
A técnica percebia tanto daquilo como nós, pois o filme saiu mudo.
Também não interessa, pois nós gostamos de ver aquilo mesmo assim.
Sentámo-nos as três sem podermos falar ou comentar, para o artista não dar conta da nossa presença.
Quanto à minha amiga, essa deu tudo por tudo em todos os aspectos, desde pôr o homem a despir-se do lado que a câmara filmava o ângulo que dava para se ver melhor, até começar a cena de sexo (se é que se pode chamar assim, pois nunca vi ninguém foder tão mal na minha vida).
Para a minha amiga pôr aquela tripa em pé, esteve cerca de uma hora e dez minutos, depois lá saltou para cima dele, de onde desceu no mesmo segundo, pois a tripa foi-se abaixo.
Fiquei tão farta de ver aquela miséria, que saí de mansinho e vim embora, pois não me deu prazer nenhum ver tanta incompetência junta.
Depois disto ainda me questiono porque é que um homem que não tem apetite sexual anda a seduzir seja quem for, ainda por cima qualquer labrego sabe o que deve tomar para não fazer figuras tristes. Os cientistas inventam tudo o que seja comprimido para lhes dar prazer a eles. Para as mulheres estão-se nas tintas, não inventam nada.
Sei perfeitamente que o que fiz não é ético! E qualquer pessoa tem o direito de me criticar. Por outro lado, quem escreve um livro ou um blog tem de fazer um pouco de pesquisa, pois de outra maneira como é que tem assunto?
A dita cassete não está para ser usada, pois o homem nunca teve quem tivesse paciência para fazer tamanho frete, e agora é ele que não quer largar a minha amiga.
Claro que já lhe perguntei para que é que ela queria aquilo… Resposta dela: «Estou apaixonada por ele.»
Não entendo para que quer ela uma coisa que lhe dá tanto trabalho e tão pouco gozo.
Estou para aqui a pensar que, se ela trocasse de cabeça com um burro, ele ficava mais mal servido que ela. Mas que triste fantasia.
E eu que pensava ir assistir a um grande espectáculo, fiquei uma hora e tal sentada no chão da casa que lhe foi cedida para a dita filmagem, pois aquilo só tem um quarto mobilado para as orgias do dono da casa.
Não dou o tempo como perdido porque fiquei com assunto para escrever e meditar no comportamento de um homem que é médico e que tem plena consciência do problema que tem. E pergunto a mim mesma: Porque é que ele não aproveita esses bocados livres para dormir como as pessoas?
Durante cerca de dois anos e meio deixou-se seduzir, coisa que talvez lhe fizesse bem ao ego, vá-se lá saber o que se passa na cabeça das mulheres…
Eu sou mulher e não me compreendo a mim mesma.
E uma das coisas que mais desconcertam os homens nem sequer são uns pares de cornos que levam de vez em quando, mas sim as nossas mudanças bruscas de humor. Mudamos tão depressa, que eles até ficam atordoados.
Pois bem, quanto ao médico a coisa deu-se.
Ela, matreira e sabida, depressa se apercebeu de que aquilo ia acabar, e disso ela não gostou mesmo nada!, pois o homem durante aquela triste sessão teve um comportamento tão pouco normal, que eu nunca tinha tido conhecimento de nada assim, falando o tempo todo na mulher dele e que ela não merecia aquilo, etc.
Não sei por que carga d’água, ela resolveu arranjar uma maneira de se vingar.
Nada mais, nada menos do que arranjar forma de marcar um encontro de despedida para poder filmar o acto, para o ameaçar quando ele a quisesse largar. Isto foi um pandemónio de que não há memoria.
Primeiro passo: falar com alguém que pusesse uma câmara oculta no quarto onde se iria passar a matiné, depois montar todo o sistema de vídeo num outro quarto para o médico não se aperceber de que estava a ser filmado, pois a câmara era tão pequena, que depois de ensaiada ficou logo dentro de um arranjo floral. Às três da tarde lá começa o filme.
Assisti eu, outra amiga e a técnica que foi contratada para fazer o filme.
A técnica percebia tanto daquilo como nós, pois o filme saiu mudo.
Também não interessa, pois nós gostamos de ver aquilo mesmo assim.
Sentámo-nos as três sem podermos falar ou comentar, para o artista não dar conta da nossa presença.
Quanto à minha amiga, essa deu tudo por tudo em todos os aspectos, desde pôr o homem a despir-se do lado que a câmara filmava o ângulo que dava para se ver melhor, até começar a cena de sexo (se é que se pode chamar assim, pois nunca vi ninguém foder tão mal na minha vida).
Para a minha amiga pôr aquela tripa em pé, esteve cerca de uma hora e dez minutos, depois lá saltou para cima dele, de onde desceu no mesmo segundo, pois a tripa foi-se abaixo.
Fiquei tão farta de ver aquela miséria, que saí de mansinho e vim embora, pois não me deu prazer nenhum ver tanta incompetência junta.
Depois disto ainda me questiono porque é que um homem que não tem apetite sexual anda a seduzir seja quem for, ainda por cima qualquer labrego sabe o que deve tomar para não fazer figuras tristes. Os cientistas inventam tudo o que seja comprimido para lhes dar prazer a eles. Para as mulheres estão-se nas tintas, não inventam nada.
Sei perfeitamente que o que fiz não é ético! E qualquer pessoa tem o direito de me criticar. Por outro lado, quem escreve um livro ou um blog tem de fazer um pouco de pesquisa, pois de outra maneira como é que tem assunto?
A dita cassete não está para ser usada, pois o homem nunca teve quem tivesse paciência para fazer tamanho frete, e agora é ele que não quer largar a minha amiga.
Claro que já lhe perguntei para que é que ela queria aquilo… Resposta dela: «Estou apaixonada por ele.»
Não entendo para que quer ela uma coisa que lhe dá tanto trabalho e tão pouco gozo.
Estou para aqui a pensar que, se ela trocasse de cabeça com um burro, ele ficava mais mal servido que ela. Mas que triste fantasia.
E eu que pensava ir assistir a um grande espectáculo, fiquei uma hora e tal sentada no chão da casa que lhe foi cedida para a dita filmagem, pois aquilo só tem um quarto mobilado para as orgias do dono da casa.
Não dou o tempo como perdido porque fiquei com assunto para escrever e meditar no comportamento de um homem que é médico e que tem plena consciência do problema que tem. E pergunto a mim mesma: Porque é que ele não aproveita esses bocados livres para dormir como as pessoas?

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