O ladrão profissional
Tenho uma cliente bonita, simpática culta e boa pessoa acima de tudo. Mas puta todos os dias.
Teve um amigo em Lisboa que era ladrão profissional, daqueles que fazem plásticas para se disfarçar, assaltante de bancos e procurado internacionalmente.
Um dia, estão a gozar num bom hotel os frutos do trabalho dele, quando ela lhe pede para ele lhe ir à farmácia buscar comprimidos para a enxaqueca.
Ele lá foi, comprou os comprimidos e não demorou nada, mas disse-lhe que tinha de sair
novamente e que já vinha.
Ela pouco se ralou, e aí umas duas horas depois ele aparece todo contente.
Ela, naturalmente ,pergunta-lhe onde é que ele tinha ido! Ele respondeu: «Sabes, quando fui à farmácia vi uma puta de rua com um cordão de ouro e não resisti! Fui engatá-la e roubei-lho. Toma, é para ti.»
Ela ficou a olhar para ele e pensou: um homem que tinha contas na Suíça, que vivia nos melhores hotéis, não tinha necessidade nenhuma de ir roubar uma prostituta. Respondeu-lhe: «Fizeste bem.» E lá continuaram a beber champanhe francês e a comer caviar.
Outra história dela passada também há uns vinte anos.
Chegou o mês de Julho, e ela entrou de férias. Não sabia o que fazer! Telefona para um enfermeiro amigo que tinha ido trabalhar para um hospital em Lausana a lavar mortos (porque, segundo ela me contou, os suíços dão banho aos mortos). Ele ofereceu-lhe alojamento, e lá vai ela de férias.
No mesmo dia em que chega, à noite vão os dois tomar uma bebida com um árabe da Mauritânia que tinha ido à Suíça tratar das exéquias fúnebres de alguém de família e quis agradecer ao enfermeiro a ajuda que este lhe tinha prestado em todo aquele processo.
Ela viu logo ali uma oportunidade de engatar o velho. Não posso deixar de vos dizer que ela tem uma forte atracção por velhos, já andou num psicólogo, e ele disse-lhe que era natural, dada a ausência masculina na infância, pois a mãe era divorciada.
Veste um vestido de lycra em cima só da pele, sem nada por baixo, e o velho convida-a para seguir viagem com ele para a Mauritânia no outro dia.
Ela aceitou, e o enfermeiro ficou a ver navios.
Viajaram logo de manhã no avião particular dele, e deixou o outro pendurado, nem sequer conheceu aquela bonita cidade, com o lago mais lindo que eu já vi.
Ficou pela Mauritânia uns tempos, até que se fartou. O árabe era um homem muito ocupado e só a visitava no hotel à noite. De qualquer maneira, aquilo bateu forte no velho, pois ela foi à Mauritânia uma quantidade de vezes.
Hoje só vai para a cama com quem lhe possa fazer altos favores.
Pelo menos está muito mais selectiva nas suas conquistas.
Teve um amigo em Lisboa que era ladrão profissional, daqueles que fazem plásticas para se disfarçar, assaltante de bancos e procurado internacionalmente.
Um dia, estão a gozar num bom hotel os frutos do trabalho dele, quando ela lhe pede para ele lhe ir à farmácia buscar comprimidos para a enxaqueca.
Ele lá foi, comprou os comprimidos e não demorou nada, mas disse-lhe que tinha de sair
novamente e que já vinha.
Ela pouco se ralou, e aí umas duas horas depois ele aparece todo contente.
Ela, naturalmente ,pergunta-lhe onde é que ele tinha ido! Ele respondeu: «Sabes, quando fui à farmácia vi uma puta de rua com um cordão de ouro e não resisti! Fui engatá-la e roubei-lho. Toma, é para ti.»
Ela ficou a olhar para ele e pensou: um homem que tinha contas na Suíça, que vivia nos melhores hotéis, não tinha necessidade nenhuma de ir roubar uma prostituta. Respondeu-lhe: «Fizeste bem.» E lá continuaram a beber champanhe francês e a comer caviar.
Outra história dela passada também há uns vinte anos.
Chegou o mês de Julho, e ela entrou de férias. Não sabia o que fazer! Telefona para um enfermeiro amigo que tinha ido trabalhar para um hospital em Lausana a lavar mortos (porque, segundo ela me contou, os suíços dão banho aos mortos). Ele ofereceu-lhe alojamento, e lá vai ela de férias.
No mesmo dia em que chega, à noite vão os dois tomar uma bebida com um árabe da Mauritânia que tinha ido à Suíça tratar das exéquias fúnebres de alguém de família e quis agradecer ao enfermeiro a ajuda que este lhe tinha prestado em todo aquele processo.
Ela viu logo ali uma oportunidade de engatar o velho. Não posso deixar de vos dizer que ela tem uma forte atracção por velhos, já andou num psicólogo, e ele disse-lhe que era natural, dada a ausência masculina na infância, pois a mãe era divorciada.
Veste um vestido de lycra em cima só da pele, sem nada por baixo, e o velho convida-a para seguir viagem com ele para a Mauritânia no outro dia.
Ela aceitou, e o enfermeiro ficou a ver navios.
Viajaram logo de manhã no avião particular dele, e deixou o outro pendurado, nem sequer conheceu aquela bonita cidade, com o lago mais lindo que eu já vi.
Ficou pela Mauritânia uns tempos, até que se fartou. O árabe era um homem muito ocupado e só a visitava no hotel à noite. De qualquer maneira, aquilo bateu forte no velho, pois ela foi à Mauritânia uma quantidade de vezes.
Hoje só vai para a cama com quem lhe possa fazer altos favores.
Pelo menos está muito mais selectiva nas suas conquistas.

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