O falso religioso
Havia aqui em Coimbra um casal que à primeira vista parecia exemplar. Mas como nem tudo o que parece é...
E como a maior parte dos homens, este também era uma fraude.
As mentiras que eles dizem dependem muito do tipo de mulher que eles têm em casa. Esta mentira só podia mesmo ser feita àquela mulher, pois com outra isto teria de ser muito bem esclarecido.
Onde é que já se viu alguém ir rezar depois de um dia de rezas?
A senhora era católica, e ele fingia que também era. Num domingo qualquer em que a mulher resolve ir a Fátima, metem-se no carro, vão, e levam os filhos. Por lá andaram fazendo as preces deles, até que resolvem regressar.
Quando chegam a casa, o homem come qualquer coisa à pressa e diz à mulher que vai rezar mais um pouco para a igreja da Senhora de Lurdes.
A mulher engoliu aquilo. Ele pega no carro e lá vai rezar mais um bom bocado, e de que maneira!
Acontece que um dos filhos sofria de epilepsia, e quando a mulher, que infelizmente já conhecia os sintomas da doença, se dá conta de que está para lhe dar um ataque, lembra-se de que tinha deixado toda a medicação no carro. Começa a telefonar, e o telemóvel desligado. Chama um cunhado que morava ao lado e pede-lhe para ele a levar à tal igreja de Montes Claros para ir buscar o saco com a medicação.
Adivinhem onde é que o cunhado vai parar: a casa da Aurora. A famosa casa de meninas de que já vos falei nos episódios anteriores.
Só aí é que a mulher viu que aquilo não estava a bater certo com a conversa do marido. Entretanto, o cunhado também não a deixou sair do carro. Então ela resolve ir tirar aquilo a limpo. Sai do carro e pergunta a uns vizinhos que casa era aquela. Os vizinhos, fartos de ver por ali mulheres em desespero, contaram logo do que se tratava naquela casa.
Quando o cunhado chega com as chaves, ela já estava preparada para tudo. Obrigou-o a ir buscar o marido, e foi ali um escândalo de que nem há memória.
Hoje estão separados, e ele deixou-se de rezas falsas. É um homem que quase só é visto de noite, anda por aí por tudo o que é bares nocturnos ou discotecas. Entregue ao álcool e sem brio com ele próprio.
A mulher, com a ajuda dos pais, ficou com o negócio que tinham, já abriu outro do mesmo ramo, e felizmente a vida tem-lhe corrido bem.
Está a viver com um empregado antigo na casa e é feliz.
Diz o ditado popular que a mentira tem perna curta. Mas esta ainda durou uns bons anos.
E como a maior parte dos homens, este também era uma fraude.
As mentiras que eles dizem dependem muito do tipo de mulher que eles têm em casa. Esta mentira só podia mesmo ser feita àquela mulher, pois com outra isto teria de ser muito bem esclarecido.
Onde é que já se viu alguém ir rezar depois de um dia de rezas?
A senhora era católica, e ele fingia que também era. Num domingo qualquer em que a mulher resolve ir a Fátima, metem-se no carro, vão, e levam os filhos. Por lá andaram fazendo as preces deles, até que resolvem regressar.
Quando chegam a casa, o homem come qualquer coisa à pressa e diz à mulher que vai rezar mais um pouco para a igreja da Senhora de Lurdes.
A mulher engoliu aquilo. Ele pega no carro e lá vai rezar mais um bom bocado, e de que maneira!
Acontece que um dos filhos sofria de epilepsia, e quando a mulher, que infelizmente já conhecia os sintomas da doença, se dá conta de que está para lhe dar um ataque, lembra-se de que tinha deixado toda a medicação no carro. Começa a telefonar, e o telemóvel desligado. Chama um cunhado que morava ao lado e pede-lhe para ele a levar à tal igreja de Montes Claros para ir buscar o saco com a medicação.
Adivinhem onde é que o cunhado vai parar: a casa da Aurora. A famosa casa de meninas de que já vos falei nos episódios anteriores.
Só aí é que a mulher viu que aquilo não estava a bater certo com a conversa do marido. Entretanto, o cunhado também não a deixou sair do carro. Então ela resolve ir tirar aquilo a limpo. Sai do carro e pergunta a uns vizinhos que casa era aquela. Os vizinhos, fartos de ver por ali mulheres em desespero, contaram logo do que se tratava naquela casa.
Quando o cunhado chega com as chaves, ela já estava preparada para tudo. Obrigou-o a ir buscar o marido, e foi ali um escândalo de que nem há memória.
Hoje estão separados, e ele deixou-se de rezas falsas. É um homem que quase só é visto de noite, anda por aí por tudo o que é bares nocturnos ou discotecas. Entregue ao álcool e sem brio com ele próprio.
A mulher, com a ajuda dos pais, ficou com o negócio que tinham, já abriu outro do mesmo ramo, e felizmente a vida tem-lhe corrido bem.
Está a viver com um empregado antigo na casa e é feliz.
Diz o ditado popular que a mentira tem perna curta. Mas esta ainda durou uns bons anos.

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