Um português no Brasil
Numa das minhas últimas viagens ao Brasil, conheci um casal simpático. Proprietários de uma fábrica de calçado ali para os lados do Porto.
A mulher, pessoa bem-disposta com grande sentido de humor, era de facto aquele tipo de pessoa que não dá para ninguém ficar triste junto dela.
O marido, mais intelectual, educado, mas muito calado.
Não gosto desse tipo de gente, pois nunca se sabe qual será a maldade que estão para nos pregar.
A experiência ensinou-me que pessoa muito calada, ou que fala connosco sem nos olhar nos olhos, tem sempre qualquer coisa a esconder.
Mas a verdade é que eu não tinha ponta por onde lhe pegar! Atencioso com a mulher, preocupado com ela, tudo normal de mais, e eu com a moleirinha às voltas, pois achava o homem estranho, mas nunca descobri nada até à véspera do regresso.
Afinal, o meu sexto sentido estava a funcionar em pleno, nunca poderei duvidar das minhas capacidades adivinhatórias. Fiquei contente por um lado, e triste por outro, já vos vou contar porquê!
Eu, em vésperas de regressar, entro em stress com a fobia das compras.
Desço para o pequeno-almoço, e a minha amiga já estava vestida com os fatos da piscina e não quis acompanhar-me. Tudo bem, o taxista era de confiança, e eu não sou mulher de medos, pois acho que as coisas só acontecem quando têm de acontecer. Segui para o centro comercial.
Logo a uns duzentos metros do hotel, estava o marido da minha amiga com os calções e as sapatilhas com que ele ia andar a pé uma hora por dia. O taxista parou, ele meteu-se no carro, e eu não fiz perguntas, mas para quem sai do hotel para ir andar a pé, aquilo era no mínino estranho. Uns quilómetros mais à frente, o taxista deixa-o ficar.
Os brasileiros não são de segredos, e este contou-me logo tudo! Afinal, desde que chegámos ao Brasil, o porco andava a sair com uma brasileira que era empregada lá do hotel. Ir caminhar todos os dias uma hora não dava para ninguém desconfiar.
Ele nunca me pediu segredo, era inteligente e apercebeu-se de que eu não ia dizer nada, não por ele!, mas para não magoar uma amiga.
Se por acaso leres isto, manca-te, meu porco! E lembra-te de que a brasileira ia contigo porque pagavas.
Quando falo por telefone com a mulher dele, tenho pena dela, mas como diz o ditado popular… olhos que não vêem, coração que não sofre.
De vez em quando fico a pensar naquela coisa triste com focinho de macaco e na mulher dele, que era um monumento.
Mas a vida é isto. Não acredito em homens fiéis. Sim, porque eu depois daquilo não larguei o taxista enquanto ele não me disse quem era a outra.
Depois que vi de quem se tratava, ainda fiquei mais triste.
Aquilo não era nada!
E aquele porco, em vez de aproveitar o tempo daquelas férias para fazer umas núpcias com a mulher dele, não! Andou entretido a brincar com um macaco qualquer. Sim, porque eu tenho amigas de raça africana que até fazem parar o trânsito! Mas aquilo? Valha-me Deus.
E lá fico eu novamente a pensar nos valentes pares de cornos que alguns homens merecem.
A mulher, pessoa bem-disposta com grande sentido de humor, era de facto aquele tipo de pessoa que não dá para ninguém ficar triste junto dela.
O marido, mais intelectual, educado, mas muito calado.
Não gosto desse tipo de gente, pois nunca se sabe qual será a maldade que estão para nos pregar.
A experiência ensinou-me que pessoa muito calada, ou que fala connosco sem nos olhar nos olhos, tem sempre qualquer coisa a esconder.
Mas a verdade é que eu não tinha ponta por onde lhe pegar! Atencioso com a mulher, preocupado com ela, tudo normal de mais, e eu com a moleirinha às voltas, pois achava o homem estranho, mas nunca descobri nada até à véspera do regresso.
Afinal, o meu sexto sentido estava a funcionar em pleno, nunca poderei duvidar das minhas capacidades adivinhatórias. Fiquei contente por um lado, e triste por outro, já vos vou contar porquê!
Eu, em vésperas de regressar, entro em stress com a fobia das compras.
Desço para o pequeno-almoço, e a minha amiga já estava vestida com os fatos da piscina e não quis acompanhar-me. Tudo bem, o taxista era de confiança, e eu não sou mulher de medos, pois acho que as coisas só acontecem quando têm de acontecer. Segui para o centro comercial.
Logo a uns duzentos metros do hotel, estava o marido da minha amiga com os calções e as sapatilhas com que ele ia andar a pé uma hora por dia. O taxista parou, ele meteu-se no carro, e eu não fiz perguntas, mas para quem sai do hotel para ir andar a pé, aquilo era no mínino estranho. Uns quilómetros mais à frente, o taxista deixa-o ficar.
Os brasileiros não são de segredos, e este contou-me logo tudo! Afinal, desde que chegámos ao Brasil, o porco andava a sair com uma brasileira que era empregada lá do hotel. Ir caminhar todos os dias uma hora não dava para ninguém desconfiar.
Ele nunca me pediu segredo, era inteligente e apercebeu-se de que eu não ia dizer nada, não por ele!, mas para não magoar uma amiga.
Se por acaso leres isto, manca-te, meu porco! E lembra-te de que a brasileira ia contigo porque pagavas.
Quando falo por telefone com a mulher dele, tenho pena dela, mas como diz o ditado popular… olhos que não vêem, coração que não sofre.
De vez em quando fico a pensar naquela coisa triste com focinho de macaco e na mulher dele, que era um monumento.
Mas a vida é isto. Não acredito em homens fiéis. Sim, porque eu depois daquilo não larguei o taxista enquanto ele não me disse quem era a outra.
Depois que vi de quem se tratava, ainda fiquei mais triste.
Aquilo não era nada!
E aquele porco, em vez de aproveitar o tempo daquelas férias para fazer umas núpcias com a mulher dele, não! Andou entretido a brincar com um macaco qualquer. Sim, porque eu tenho amigas de raça africana que até fazem parar o trânsito! Mas aquilo? Valha-me Deus.
E lá fico eu novamente a pensar nos valentes pares de cornos que alguns homens merecem.

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