sexta-feira, fevereiro 17

O macho latino

Há uns tempos, duas amigas resolveram pregar uma partida a um colega amigo delas.
Não havia mulher que ele não quisesse levar para a cama, em qualquer uma ele achava um encanto especial, fosse preta, branca, loura ou morena, todas lhe davam pica.

Até que um dia estas duas amigas resolveram meter na confusão um outro amigo que era um verdadeiro tarado sexual que vivia cheio de problemas. Não era esquisito, tinha fases em que andava com homens, e outras em que andava com mulheres. Não era feliz com nada, até porque aquela tara trazia-lhe grandes problemas: os homens são muito mais possessivos do que as mulheres, e aí ele levava cada tareia que ficava todo partido.

Elas falaram com ele não lhe dizendo a verdade toda, só lhe disseram que tinham um amigo que era um pedaço de homem, mas que constava que ele estava a virar, e queriam ter a certeza, se era verdade, se ele não se importava de fazer uns telefonemas a fazer-lhe a corte, isto só para elas ficarem esclarecidas, claro!

Foi o que o tarado quis ouvir, e começa com uns telefonemas de engate para o machão, que lhe chamava de cabrão e de filho da puta para cima deveras incomodado com as propostas do outro, pois aquilo era um ultraje à sua virilidade.

Quando elas estavam no café com o machão, uma delas ia à casa de banho e telefonava para o tarado a descrever a toilette do outro. Passado um bocado, lá estava o tarado a telefonar e a fazer elogios ao machão, que se afastava logo para poder insultar o outro à vontade.

O tarado ao fim de algum tempo fartou-se de ser tão insultado e disse às amigas que aquilo devia ser só um boato, pois já tinha feito de tudo para conquistar as atenções do outro e era cada vez mais insultado. Como não havia mais nada a fazer, ia desistir de o engatar.

Um dia em que elas estão novamente no café com o machão, ele conta-lhes toda aquela história do outro que tentou engatá-lo, elas foram ouvindo tudo com muita atenção e ficaram muito admiradas quando ele lhes diz que estava a sentir a falta dos telefonemas do outro, que olhava para o espelho quando acabava de se vestir e que ninguém lhe fazia elogios como o maricas lhe fazia, que nunca nenhuma mulher lhe tinha prestado tanta atenção ou o tinha feito sentir-se tão elegante.

Elas olharam uma para a outra e pensaram que de facto não há homens inconquistáveis.
Assim como não há homens impotentes, há é mulheres incompetentes.