A manhosa nos esquemas
A manhosa hoje ligou cedo, fiquei à espera de qual seria a história que ela teria para me contar.
Aí ela começa com uma conversa que eu ouvi mesmo não achando jeito nenhum àquilo.
Está farta da vida que leva, e quer mudar tudo! Respondi-lhe: «Acho bem, isso de seres massagista deve ser saturante.»
«Não é isso! É que os cabrões vão todos de férias com as mulheres, e eu é que os aturo todo o ano!» Até parece que eles não pagam. Como a conheço bem, perguntei-lhe: «Mas afinal o que é que pretendes dizer-me com essa conversa toda?»
«Pronto, é que o meu amigo, aquele que fez de modelo para a Besunta, é que me está a pagar a renda da casa, e eu hoje comecei a fazer chantagem com ele! Porque ele está para ir de férias com a mulher, e descontou-me 100 euros no dinheiro que me veio trazer para a renda, e ainda por cima meteu-me o dinheiro por debaixo da porta como se eu fosse uma qualquer! Agora já fiz dois telefonemas para a mulher dele, para ele vir falar comigo com urgência.»
Estava eu ao telefone com ela, e nisto toca o telefone dos engates, era o modelo; ela fez questão que eu ouvisse a conversa toda.
Aquilo que ouvi deixou-me perplexa, começou assim: «Tu nem te atrevas a incomodar-me, estou cheia de ciúmes, fizeste com que me apaixonasse por ti, e agora nem me vieste dar um beijinho de despedida. Portanto, era tudo mentira da tua parte, estou para ir contar tudo à tua mulher se tu não vieres trazer 3000 euros, pois estou cheia de problemas para resolver, e tu tens de me ajudar.»
O modelo, que é cheio de dinheiro mas, como todos os ricos, é avarento, deve ter ficado sem fala! E ela insistia: «Não dizes nada? Vou já para tua casa, pois tenho sete fotografias tuas no telemóvel. Umas nu, outras a despires-te, e algumas de piça tesa! Lembras-te que deixavas que tas tirasse para eu ficar a pensar em ti? Pois agora vou mostrar tudo à tua mulher! Eu que pensava que me amavas, tu que dizias que a tua mulher não prestava para nada na cama, pois fica sabendo que lhe vou contar tudo! Eu amo-te, não aguento tanto desprezo, se não trazes cá o dinheiro eu não respondo por mim.» Isto tudo ao mesmo tempo que chorava e soluçava.
Eu não sabia o que é que o outro respondia, penso que estava a tentar acalmá-la, pois os soluços iam passando, e a conversa terminou.
Desligou e ria-se muito, pois ia ficar à espera de que ele fosse ao banco.
Por volta das seis da tarde aparece-me aqui toda contente com um lindo colar de ouro e um telemóvel novo.
Cada vez se ria mais, pois o modelo foi pôr-lhe o dinheiro novamente por debaixo da porta, e do carro telefonou-lhe a chorar como uma criança.
Cá para mim, ele estava a chorar pelo dinheiro dele. Só podia ser.
Ela está a refinar, é cada história pior que a outra.
Não sei onde é que isto vai acabar, mas os golpes da manhosa não têm fim, ou rouba os clientes ou faz chantagem com eles! Isto não pode correr sempre bem, mas ela lá sabe. O mais engraçado é que ela vive e dorme tranquila. Gostou muito da cena que fez, e já está a pensar quem vai ser a próxima vítima.
O modelo que se cuide, pois ela deu-se conta de que o ponto fraco dele é dar uma de bom marido. E dele ela diz, até com alguma piada: «Homem chorão, ou corno ou ladrão.»
Aí ela começa com uma conversa que eu ouvi mesmo não achando jeito nenhum àquilo.
Está farta da vida que leva, e quer mudar tudo! Respondi-lhe: «Acho bem, isso de seres massagista deve ser saturante.»
«Não é isso! É que os cabrões vão todos de férias com as mulheres, e eu é que os aturo todo o ano!» Até parece que eles não pagam. Como a conheço bem, perguntei-lhe: «Mas afinal o que é que pretendes dizer-me com essa conversa toda?»
«Pronto, é que o meu amigo, aquele que fez de modelo para a Besunta, é que me está a pagar a renda da casa, e eu hoje comecei a fazer chantagem com ele! Porque ele está para ir de férias com a mulher, e descontou-me 100 euros no dinheiro que me veio trazer para a renda, e ainda por cima meteu-me o dinheiro por debaixo da porta como se eu fosse uma qualquer! Agora já fiz dois telefonemas para a mulher dele, para ele vir falar comigo com urgência.»
Estava eu ao telefone com ela, e nisto toca o telefone dos engates, era o modelo; ela fez questão que eu ouvisse a conversa toda.
Aquilo que ouvi deixou-me perplexa, começou assim: «Tu nem te atrevas a incomodar-me, estou cheia de ciúmes, fizeste com que me apaixonasse por ti, e agora nem me vieste dar um beijinho de despedida. Portanto, era tudo mentira da tua parte, estou para ir contar tudo à tua mulher se tu não vieres trazer 3000 euros, pois estou cheia de problemas para resolver, e tu tens de me ajudar.»
O modelo, que é cheio de dinheiro mas, como todos os ricos, é avarento, deve ter ficado sem fala! E ela insistia: «Não dizes nada? Vou já para tua casa, pois tenho sete fotografias tuas no telemóvel. Umas nu, outras a despires-te, e algumas de piça tesa! Lembras-te que deixavas que tas tirasse para eu ficar a pensar em ti? Pois agora vou mostrar tudo à tua mulher! Eu que pensava que me amavas, tu que dizias que a tua mulher não prestava para nada na cama, pois fica sabendo que lhe vou contar tudo! Eu amo-te, não aguento tanto desprezo, se não trazes cá o dinheiro eu não respondo por mim.» Isto tudo ao mesmo tempo que chorava e soluçava.
Eu não sabia o que é que o outro respondia, penso que estava a tentar acalmá-la, pois os soluços iam passando, e a conversa terminou.
Desligou e ria-se muito, pois ia ficar à espera de que ele fosse ao banco.
Por volta das seis da tarde aparece-me aqui toda contente com um lindo colar de ouro e um telemóvel novo.
Cada vez se ria mais, pois o modelo foi pôr-lhe o dinheiro novamente por debaixo da porta, e do carro telefonou-lhe a chorar como uma criança.
Cá para mim, ele estava a chorar pelo dinheiro dele. Só podia ser.
Ela está a refinar, é cada história pior que a outra.
Não sei onde é que isto vai acabar, mas os golpes da manhosa não têm fim, ou rouba os clientes ou faz chantagem com eles! Isto não pode correr sempre bem, mas ela lá sabe. O mais engraçado é que ela vive e dorme tranquila. Gostou muito da cena que fez, e já está a pensar quem vai ser a próxima vítima.
O modelo que se cuide, pois ela deu-se conta de que o ponto fraco dele é dar uma de bom marido. E dele ela diz, até com alguma piada: «Homem chorão, ou corno ou ladrão.»

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