A manhosa em férias
Pois aqui está mais uma história triste mas a que eu acho imensa graça.
A manhosa, sempre que pode, assalta a carteira dos clientes enquanto eles tomam o banho que está incluído no preço da massagem, só que desta vez exagerou, e a coisa está preta.
Ela entusiasmou-se, e o cliente danou-se! Telefonemas dele a ameaçá-la são o prato do dia. Ela pôs-se a pensar e resolveu ir de férias com os filhos, só que o cliente pôs os trabalhadores dele, que são ucranianos, a marcar massagens para ver se a apanha. Não foi nada inteligente, a raiva cegou-o, pois não deixou passar tempo nenhum, e ela desconfiou.
Não sei no que é que isto vai dar, mas a verdade é que ela só se ri, e o medo não é nenhum.
Ela tem um ar fino. É agradável e bem-disposta, aquele tipo de pessoa que até oferece uma certa confiança, daí o engano deles.
Há uns tempos, um cliente ali da zona de Penacova foi roubado em 100 euros enquanto desfrutava do banho quente. Passada uma semana, foi lá novamente e aconteceu-lhe a mesma coisa. Teimoso, foi à terceira e já não quis tomar banho. Quando ela lhe falou nisso, ele começou a vestir-se a correr, fartei-me de rir, e ela também, pois ela é quem mais goza com as maldades que faz.
Agora está com um problema para resolver ao qual dá muita importância. Se calhar até tem lógica, pois todos nós damos importância aos nossos negócios!
A transacção é a seguinte: há um cliente que deve gostar de homens, só que nunca experimentou, tem perto de sessenta anos e não sabe como é que se engata outro homem.
Aí é que a manhosa entra em acção, e até já conseguiu um rapaz de Penacova a quem ela anda a ver se dá a volta. Só que o rapaz tem medo de falhar quando vir o cu do outro à frente dele. O dinheiro é bastante, e ela até já arranjou uma caixa de Viagra para ele não falhar.
Ela disse-me que vai dar metade do dinheiro ao moço, coisa em que eu não acredito, pois nunca a vi tão empenhada. A verdade é que eu não sei de que importância se trata, mas, pela azáfama em que ela anda, a ir ao médico arranjar receita logo pela manhã pelos postos de saúde, é porque a coisa promete.
Outra inquietação grande foi a casa para as férias. Logo que arranjou, deu um sinal à senhoria para firmar o contrato. Só que veio embora de noite com os filhos, pois disse-me que não podia trabalhar ali porque o autoclismo estava avariado. Claro que não pagou o resto do aluguer, a senhoria bem que telefona, mas a verdade é que não lhe vai adiantar de nada, pois o único elemento que tem é um telefone pirata.
Mas a vida é assim mesmo! Só perde quem tem!

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