Coimbra dos doutores
Há uns anos, e sem Internet, já havia muita (mas mesmo muita) pouca-vergonha. E do que é que se lembraram dois amigos? De ir ler o jornal diário para ver se arranjavam qualquer coisa de interessante para fazer no fim-de-semana. Ele é médico, ela é professora.
Começaram a ler o jornal, e eis que de repente eles encontram algo que lhes chamou a atenção! «Casal de respeito aceita outro nas mesmas condições para jogos amorosos.» Como eles nem sequer eram casal, telefonaram logo para a Figueira da Foz a marcar o encontro.
Ela, que nessa altura tinha um namorado casado e muito ciumento, tentou enganá-lo dizendo que ia para a aldeia dela no fim-de-semana, coisa em que ele não acreditou, mas, fingindo que sim, calou-se.
Quando chegou o sábado, começou a fazer as suas buscas para tentar descobrir onde andaria a amante dele. O carro depressa o encontrou, no parque para as visitas aos doentes no hospital da universidade.
Foi até à Figueira e logo descobre o carro do outro, de quem também era amigo, ali na avenida principal. Desconfiado, esperou um bocado e resolve ir ele investigar por conta própria.
Não sabia qual era o apartamento, portanto foi arranjar um caderno para apontamentos e começa a fingir que andava a fazer um inquérito sobre qualquer coisa que de momento não me lembro.
Ao fim de bater a várias portas, lá consegue encontrar a que queria. Veio uma senhora à porta com uma camisa transparente esquisita dizer que não estava interessada em responder a questionários nenhuns, quando ele ouve a voz da amante lá dentro a conversar na sala.
Entra de rompante e o que é que ele vê?! A mulher, que ele pensava que estava num gozo danado, sentada num sofá com umas grandes trombas a assistir ao programa que era o seu companheiro de aventura a ir ao cu ao outro.
Este amigo riu-se a perder, porque, ainda para cúmulo da situação, a dona da casa não se aborreceu nada com a invasão e começou a atirar-se a ele. Aonde é que esta situação os conduziu? À pouca-vergonha claro!
A dona da casa enrolou-se com o intruso, que não ligou nenhuma à amante para a castigar da mentira que ela lhe tinha pregado, ou então por ter engraçado com a outra!
Vá-se lá saber os porquês destas coisas, todos se fartaram de gozar menos a outra, que ficou de burro amarrado por ser apanhada na mentira, e ainda por cima ficar o tempo todo sentada no sofá sem ninguém a convidar para andar também por ali ao molho.
Estes dois amantes zangaram-se durante algum tempo, mas depois passaram a ser grandes amigos e a arranjar amantes um para o outro.
Como podem verificar, estas cenas extravagantes têm vindo a acontecer
desde sempre. E não são exclusivo do Império Romano.
As mentiras têm perna curta, e de vez em quando acontecem estes acidentes de percurso. Ela devia de ter levado isto na desportiva, pois assistiu a um grande espectáculo sem pagar nada, mas não: chateou-se!
Começaram a ler o jornal, e eis que de repente eles encontram algo que lhes chamou a atenção! «Casal de respeito aceita outro nas mesmas condições para jogos amorosos.» Como eles nem sequer eram casal, telefonaram logo para a Figueira da Foz a marcar o encontro.
Ela, que nessa altura tinha um namorado casado e muito ciumento, tentou enganá-lo dizendo que ia para a aldeia dela no fim-de-semana, coisa em que ele não acreditou, mas, fingindo que sim, calou-se.
Quando chegou o sábado, começou a fazer as suas buscas para tentar descobrir onde andaria a amante dele. O carro depressa o encontrou, no parque para as visitas aos doentes no hospital da universidade.
Foi até à Figueira e logo descobre o carro do outro, de quem também era amigo, ali na avenida principal. Desconfiado, esperou um bocado e resolve ir ele investigar por conta própria.
Não sabia qual era o apartamento, portanto foi arranjar um caderno para apontamentos e começa a fingir que andava a fazer um inquérito sobre qualquer coisa que de momento não me lembro.
Ao fim de bater a várias portas, lá consegue encontrar a que queria. Veio uma senhora à porta com uma camisa transparente esquisita dizer que não estava interessada em responder a questionários nenhuns, quando ele ouve a voz da amante lá dentro a conversar na sala.
Entra de rompante e o que é que ele vê?! A mulher, que ele pensava que estava num gozo danado, sentada num sofá com umas grandes trombas a assistir ao programa que era o seu companheiro de aventura a ir ao cu ao outro.
Este amigo riu-se a perder, porque, ainda para cúmulo da situação, a dona da casa não se aborreceu nada com a invasão e começou a atirar-se a ele. Aonde é que esta situação os conduziu? À pouca-vergonha claro!
A dona da casa enrolou-se com o intruso, que não ligou nenhuma à amante para a castigar da mentira que ela lhe tinha pregado, ou então por ter engraçado com a outra!
Vá-se lá saber os porquês destas coisas, todos se fartaram de gozar menos a outra, que ficou de burro amarrado por ser apanhada na mentira, e ainda por cima ficar o tempo todo sentada no sofá sem ninguém a convidar para andar também por ali ao molho.
Estes dois amantes zangaram-se durante algum tempo, mas depois passaram a ser grandes amigos e a arranjar amantes um para o outro.
Como podem verificar, estas cenas extravagantes têm vindo a acontecer
desde sempre. E não são exclusivo do Império Romano.
As mentiras têm perna curta, e de vez em quando acontecem estes acidentes de percurso. Ela devia de ter levado isto na desportiva, pois assistiu a um grande espectáculo sem pagar nada, mas não: chateou-se!

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