A cabreira
Tive conhecimento desta triste história conversando com o próprio, um homem com uma boa posição social e boa pessoa, como vão ter oportunidade de verificar lendo o que passo a relatar.
Este senhor é médico e era casado com uma colega. Gente boa e os dois de boas famílias. Como ele gostava de coleccionar obras de arte, começa a frequentar uma casa que vendia antiguidades.
Por pouca sorte e também por pouco juízo, começa a envolver-se com a sopeira dessa casa, mulher má e de maus sentimentos, um aborto da natureza sem ponta por onde se lhe pegasse.
Farta de guardar cabras na juventude, depois de vir para Coimbra para ser sopeira e levar no focinho da patroa, resolve que iria dar o golpe da barriga com o tal médico, e deu!
A médica mulher dele, bonita e inteligente, não se conformou com tamanha desconsideração e pede o divórcio.
Ele, sem saber o que fazer, mete a cabreira dentro de casa dele, sem lhe passar pela cabeça que estava a meter-se com o diabo.
Passou anos a curar depressões e a andar vestido como um mendigo, pois, mal chegava o fim do mês, ela levantava-lhe o dinheiro todo, até que começa a levantar também o do mês seguinte, comprava jóias para ela e lá foi fazendo o seu saco azul.
Porca e sem hábitos de higiene, não se lavava e passou a fazer da banheira da casa o cesto da roupa suja.
Desanimado e sem coragem para tomar uma atitude, lá foi adoecendo e vivendo naquela pocilga, pois as depressões não ajudam ninguém a tomar atitudes, nem tão-pouco decisões.
O medo dele notava-se, pois as agressões dela tinham requinte, passava por ele e enfiava-lhe com sapatadas nos pés com sapatos de salto alto, a tal ponto que o homem ia para o trabalho com os dedos dos pés partidos e com roupas andrajosas. Isto durou vários anos, até que ele conheceu uma mulher a sério.
A cabreira ficou possessa! Não por ficar sem marido, pois ela esperava ansiosamente que ele morresse, depois de ter sofrido dois enfartes, para ficar com a reforma, e não fazia segredo disso. De homem também não gostava, pois consta que tem outras preferências.
Mas, por estranho que pareça, o homem hoje está cheio de saúde, e ela é que está doente, com depressão, pois terá de voltar a ser sopeira, por raiva, pois a situação ficou fora do controlo dela, por ódio também, pois estragou o P.P.R. do futuro. Digam-me agora se Deus às vezes não é justo...
De tudo isto, o que me dá mesmo pena é uma linda cadelinha que agora é que leva com os saltos dos sapatos da dona nas patinhas.
A sopeira agora lamenta-se de que não pode descer de posição. Como é que alguém pode perder aquilo que nunca teve?
Esta mulher é, de facto, ridícula. Coitada.
Este senhor é médico e era casado com uma colega. Gente boa e os dois de boas famílias. Como ele gostava de coleccionar obras de arte, começa a frequentar uma casa que vendia antiguidades.
Por pouca sorte e também por pouco juízo, começa a envolver-se com a sopeira dessa casa, mulher má e de maus sentimentos, um aborto da natureza sem ponta por onde se lhe pegasse.
Farta de guardar cabras na juventude, depois de vir para Coimbra para ser sopeira e levar no focinho da patroa, resolve que iria dar o golpe da barriga com o tal médico, e deu!
A médica mulher dele, bonita e inteligente, não se conformou com tamanha desconsideração e pede o divórcio.
Ele, sem saber o que fazer, mete a cabreira dentro de casa dele, sem lhe passar pela cabeça que estava a meter-se com o diabo.
Passou anos a curar depressões e a andar vestido como um mendigo, pois, mal chegava o fim do mês, ela levantava-lhe o dinheiro todo, até que começa a levantar também o do mês seguinte, comprava jóias para ela e lá foi fazendo o seu saco azul.
Porca e sem hábitos de higiene, não se lavava e passou a fazer da banheira da casa o cesto da roupa suja.
Desanimado e sem coragem para tomar uma atitude, lá foi adoecendo e vivendo naquela pocilga, pois as depressões não ajudam ninguém a tomar atitudes, nem tão-pouco decisões.
O medo dele notava-se, pois as agressões dela tinham requinte, passava por ele e enfiava-lhe com sapatadas nos pés com sapatos de salto alto, a tal ponto que o homem ia para o trabalho com os dedos dos pés partidos e com roupas andrajosas. Isto durou vários anos, até que ele conheceu uma mulher a sério.
A cabreira ficou possessa! Não por ficar sem marido, pois ela esperava ansiosamente que ele morresse, depois de ter sofrido dois enfartes, para ficar com a reforma, e não fazia segredo disso. De homem também não gostava, pois consta que tem outras preferências.
Mas, por estranho que pareça, o homem hoje está cheio de saúde, e ela é que está doente, com depressão, pois terá de voltar a ser sopeira, por raiva, pois a situação ficou fora do controlo dela, por ódio também, pois estragou o P.P.R. do futuro. Digam-me agora se Deus às vezes não é justo...
De tudo isto, o que me dá mesmo pena é uma linda cadelinha que agora é que leva com os saltos dos sapatos da dona nas patinhas.
A sopeira agora lamenta-se de que não pode descer de posição. Como é que alguém pode perder aquilo que nunca teve?
Esta mulher é, de facto, ridícula. Coitada.

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