O bruxedo
Duas amigas estavam decididas a divertir-se um bocado à custa de um garanhão amigo, e começam a arquitectar um plano que logo puseram em prática!
Primeiro passo: ir secar um lagarto que uma delas tinha numa garrafa de um licor chinês que se chama saquê. Partiram a garrafa e meteram o lagarto no microondas para o secar.
Depois disso foram comprar um lindo ramo de rosas, meteram o lagarto lá dentro, embrulhado em papel de celofane com um bilhetinho que dizia «Já estás fodido», arranjaram um arrumador de carros que a troco de uma boa gorjeta o foi levar ao consultório do amigo delas.
A funcionária, friamente, como nos contou o arrumador, deixou-o em cima da secretária do médico.
Cerca das cinco da tarde, a que é astróloga recebe um telefonema do médico que até não era nada crente a contar-lhe o que lhe tinha acontecido, e a perguntar-lhe o que poderia ser aquilo.
Era o que ela estava à espera para lhe dizer que aquilo era de certeza uma amarração à potência, e dizendo-lhe que só depois de ele ter relações é que ficava a saber se estava impotente!
Mas que grande inquietação, às oito da noite já o amigo estava a telefonar para dizer que não tinha conseguido fazer nada! As duas amigas até já estavam a ficar com remorsos daquilo que tinham feito. Então, a que era astróloga diz-lhe: «O melhor é ires experimentar outra vez para veres se não é só sugestão tua.»
O homem não teve mais sossego, e às onze da noite já estava novamente ao telefone quase a chorar e a dizer que até tinha mudado de parceira e que a piça não dava sinal de vida.
Pergunta sacramental! Como é que ele ia agora resolver aquilo?
«Tem calma!», responde ela, que já estava a ficar com pena dele. «Tudo se resolve. Na próxima sexta-feira vais passar em água corrente com uma vela acesa na mão, e vamos resolver o teu problema!»
Aí ele pediu-lhe que fosse com ele. Ela responde que não, que tinha de ficar a fazer as rezas para ele ficar bom. Ele acreditou e disse-lhe onde ia fazer o ritual. Foi aquilo que elas quiseram ouvir.
Na sexta-feira seguinte foram espreitá-lo e mataram-se a rir com aquele matulão em cuecas a atravessar o ribeiro. Nunca lhe contaram nada. Até agora, claro!
Cuidado, vejam bem como a sugestão pode pôr a vida de uma pessoa normal completamente às avessas.

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