O artista plástico
Estou aqui a olhar para o computador com vontade de escrever, mas sem saber por onde começar. Porque isto das escritas não é tão fácil como eu pensava. No nosso estado de espírito tem de haver criatividade e imaginação, e às vezes isso falta.
Lembrei-me agora de repente de um amigo meu, artista plástico, considerado um dos melhores aguarelistas vivos.
Um dia, ele telefona-me e pede-me para ir tomar um café, pois queria fazer-me um pedido.
Vou ao encontro dele e pergunto-lhe:
«Então, o que queres pedir-me?»
Ele diz-me com algum acanhamento: «Sabes, tenho uma exposição dentro de dias, e queria pedir-te oitenta contos para as molduras.»
Eu sou nativa de Capricórnio e tenho jeito para tudo menos para a carreira diplomática, respondo-lhe de imediato: «Deves ser é doido! Vai já para o teu atelier e pinta-me a Igreja de Santo António dos Olivais, que eu já te encomendei há muito tempo!, e em vez de oitenta eu dou-te cem contos por esse quadro.»
Ele olhou para mim triste, começa por me dizer que está sem inspiração, que não ia sair nada de jeito, que não estava num dia bom, etc.
Olhei para ele sem compreender muito bem aquela conversa da falta de inspiração e claro que lhe emprestei o dinheiro! Isso estava fora de questão, pois é um homem de honra, e eu não tinha dúvidas nenhumas de que ele me pagava. Só que nessa altura eu não tinha noção de que de facto o estado de espírito conta, e muito, nestas coisas. Desculpa, António! Nem queiras saber como hoje te compreendo.
O blog que estou a escrever é, para mim, uma brincadeira, nem sequer estou preocupada se vou ter muitas ou poucas visitas. Estou a escrever porque de facto me dá muito prazer partilhar estas histórias reais com outras pessoas.
Até porque a pessoa que mais se tem divertido ao lembrar estes factos que fui armazenando na minha cabeça ao longo dos anos sou eu mesma.
Aqui eu faço um apelo: ajudem os artistas, pois são pessoas que nasceram para dar colorido à nossa vida.
O que seria a nossa casa sem um bom quadro, um bom livro, ou ainda um domingo sem uma boa revista de teatro ou até um bom bailado?
Um tédio, sem dúvida!
Lembrei-me agora de repente de um amigo meu, artista plástico, considerado um dos melhores aguarelistas vivos.
Um dia, ele telefona-me e pede-me para ir tomar um café, pois queria fazer-me um pedido.
Vou ao encontro dele e pergunto-lhe:
«Então, o que queres pedir-me?»
Ele diz-me com algum acanhamento: «Sabes, tenho uma exposição dentro de dias, e queria pedir-te oitenta contos para as molduras.»
Eu sou nativa de Capricórnio e tenho jeito para tudo menos para a carreira diplomática, respondo-lhe de imediato: «Deves ser é doido! Vai já para o teu atelier e pinta-me a Igreja de Santo António dos Olivais, que eu já te encomendei há muito tempo!, e em vez de oitenta eu dou-te cem contos por esse quadro.»
Ele olhou para mim triste, começa por me dizer que está sem inspiração, que não ia sair nada de jeito, que não estava num dia bom, etc.
Olhei para ele sem compreender muito bem aquela conversa da falta de inspiração e claro que lhe emprestei o dinheiro! Isso estava fora de questão, pois é um homem de honra, e eu não tinha dúvidas nenhumas de que ele me pagava. Só que nessa altura eu não tinha noção de que de facto o estado de espírito conta, e muito, nestas coisas. Desculpa, António! Nem queiras saber como hoje te compreendo.
O blog que estou a escrever é, para mim, uma brincadeira, nem sequer estou preocupada se vou ter muitas ou poucas visitas. Estou a escrever porque de facto me dá muito prazer partilhar estas histórias reais com outras pessoas.
Até porque a pessoa que mais se tem divertido ao lembrar estes factos que fui armazenando na minha cabeça ao longo dos anos sou eu mesma.
Aqui eu faço um apelo: ajudem os artistas, pois são pessoas que nasceram para dar colorido à nossa vida.
O que seria a nossa casa sem um bom quadro, um bom livro, ou ainda um domingo sem uma boa revista de teatro ou até um bom bailado?
Um tédio, sem dúvida!

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