sábado, janeiro 14

A baixinha

Numa freguesia perto de Vagos, vive uma moça baixinha ainda jovem que por sinal adora homem.

Divorciada recentemente, arranjou emprego numa instituição para pessoas idosas, um trabalho para o qual não tem vocação nenhuma. Cuidar de doentes acamados, outros doentes mentais, é de facto difícil, é evidente que para se trabalhar com pessoas deste tipo é preciso vocação, paciência, enfim!, este trabalho está a dar com ela em doida.

Num destes dias, mal saiu do trabalho, foi ter a casa de uma amiga para se lamentar da vida que estava a ser tão dura para com ela, lamentava-se de que o ordenado quase não chegava para pagar tantos medicamentos, eram comprimidos para as dores nas costas, para as dores de cabeça, para o stress, etc.

Ora bem, a amiga, mulher vivida e inteligente, achou que ela estava a precisar era de homem, e diz-lhe: «Olha, sabes o que nós vamos fazer? Vamos vestir-nos como deve ser e vamos as duas para uma danceteria que há ali para os lados de Albergaria.»

Foi o que a baixinha quis ouvir. Foram, e logo à chegada a baixinha arranjou par para dançar, um senhor que também estava a divorciar-se. A baixinha não parou de dançar a noite toda, e nem se lembrou mais dos comprimidos.

No sábado seguinte, a cena foi a mesma, e dançar a noite inteira nos braços de um homem dá para se combinar muitas coisas, as quais ela não contou à amiga, com medo de lhe falhar a boleia de que ela tanto precisava.

Até que no sábado seguinte a amiga já teve de entrar sozinha, pois o cavalheiro estava à porta para a levar a tomar um café.

O homem meteu a baixinha na carrinha de caixa aberta, pois era vendedor de sucata, e lá seguiram os dois para uma propriedade onde ele tinha todo o ferro-velho e também uma barraca de madeira, tão enfeitada e com tantas flores, que a baixinha ficou sensibilizada.

Foi uma tarde de núpcias que ela não vai esquecer tão cedo, pois o homem era impotente.
Começa a triste cena com ela a tentar pôr o material do homem em pé, o que, diga-se de passagem, estava a ser a tarefa mais difícil da vida dela.

Depois de fazer tudo quanto estava ao seu alcance, aquela coisa morta lá deu um sinal de vida, mas o tempo de meter um preservativo foi fatal para aquela piça sem vida.

A pequenina é teimosa, vai à carteira buscar um creme das mãos e, esfrega daqui, esfrega dali, consegue dar um pouco de vida ao morto. Claro que a respiração boca a boca também ajudou. Desta vez, foram mais rápidos a meter o preservativo e lá conseguiram enfiar o morto na cova.

Já doida de gozo, a baixinha ia morrendo quando o homem lhe diz todo contente: «Já está!» E ela que ainda mal tinha começado! Quando ele sai de cima dela, fica como louca, pois não tinha tido tempo para nada. Pior ainda, o preservativo tinha ficado lá dentro.

Naquela confusão toda que ela fazia por causa daquele incidente, o homem diz-lhe para ter calma, que ia já tratar daquilo! Sempre simpático e paciente, o homem ajoelha-se, mete-lhe uma almofada por debaixo do cu, manda-a abrir as pernas e começa a escarafunchar e a meter os dedos por tudo o que era sítio como se de um ginecologista se tratasse.

Então ela começa a gritar «mete, tira!», «mete, tira!», até que ele compreendeu o que ela queria, e foi assim que resolveu aquele problema dela.

A procura do preservativo continuou, e passado um bom bocado ele consegue tirar aquilo de dentro dela e começa a mostrar-lhe aquela porcaria numa alegria louca, pois fazia questão que ela visse que aquilo tinha um pingo lá dentro.

E lá continuou ele às voltas pela barraca com o preservativo na mão como se de um troféu se tratasse.