O modelo
Esta cena é tão real como todas as outras, mas mesmo assim eu tenho alguma dificuldade em descrevê-la. Mesmo tendo ouvido contá-la pela própria com todos os pormenores!
Acho isto tão ridículo e tão irreal, que quase nem sei por onde começar.
É mais um daqueles casos que nos deixam a pensar como é que três pessoas se envolvem em tal cena e todos estão de acordo como se isto fosse ir tomar uma bica ali no café mais próximo.
Mas cá vai, tenho de começar por algum lado, e o melhor será começar pelo princípio.
A minha cliente manhosa, que os leitores já conhecem de episódios anteriores, é de facto engraçada, teimosa e imprevisível, pois isto não passa pela cabeça de ninguém a não ser pela dela: ensinar uma amiga ou empregada a foder, para mim, é inédito! Mas foi o que ela fez, acreditem!
Ela levou para a casa de massagens a ajudante de cozinheira que tinha nos tempos em que era proprietária de um restaurante. Só que a manhosa não compreendia porque é que os clientes, mesmo os velhos, não queriam ir para a cama com a ajudante, a quem sempre tratámos por Besunta, dado o aspecto seboso dela.
Vou tentar fazer um retrato desta triste figura: pequena, gorda, grandes mamas tipo cilindro, não se notando qualquer tipo de higiene naquele pedaço de carne.
Já nos tempos do restaurante eu lhe dizia para ela não lhe permitir a entrada na sala, pois com aquele aspecto ia afugentar os poucos clientes que ainda tinha.
Quando ela me disse que a ia levar para a casa de massagens, para fazer os clientes velhos, eu desato a rir à gargalhada.
Ela é nativa de Capricórnio e, como tal, não aceita conselhos; ouve com muita atenção, mas faz o que lhe apetece. Esta é uma característica dos capricornianos.
Disse-me que lhe ia comprar umas roupinhas mais sexy e que para os velhos chegava muito bem. Resultado: Mesmo depois de lhe tentar mudar o visual, os clientes não a queriam na mesma.
Do que é que ela se lembrou? Que a outra não sabia fazer o serviço bem feito e que tinha de a ensinar!
Chamou a Besunta, sentaram-se como se aquilo fosse uma reunião muito importante, e disse-lhe: «Quando chegar o próximo cliente, vais ficar sentada no meu quarto para veres como é que eu faço. A Besunta concordou, também não tinha outra hipótese, pois a loura é de força. E lá ficaram as duas à espera da próxima vítima.
Eis que chega um cliente que a loura não conhecia de parte nenhuma, pois a marcação tinha sido feita pelo telefone. Para a manhosa, isso não foi impedimento, dada a teimosia e a determinação dela.
O homem que tinha marcado o encontro era dono de uns viveiros de árvores, aqui nos arredores de Coimbra, pessoa acanhada com pouco à-vontade e um aspecto rural.
Depois de lhe ser posta a situação, e de ele saber que ia ser dada uma aula de sexo onde teria de colaborar, lá entraram os três para o quarto.
A loura começa o serviço e vai dando explicações à Besunta, enquanto esta está sentada num banco a ver a patroa a trabalhar.
Quando a loura se cansou de dar o seu melhor, chama a Besunta para a cama e senta-se ela no banco para avaliar o trabalho da outra, ao mesmo tempo que ia dando instruções.
Este espectáculo, pelo que ela me contou, demorou cerca de duas horas.
Aí eu perguntei: «Então e o cliente não dizia nada?»
«Não», respondeu-me ela, «só estava com os olhos muito abertos e a dar muita atenção ao que eu dizia. Acho que também estava a aprender!»
«Deixa-te de lirismos e diz-me: o homem gostou!?», pergunto eu novamente!
Aí deixou-se de rodeios e respondeu-me prontamente: «Claro! Comeu duas e só pagou por uma.»
Eu fartei-me de rir com esta maneira comercial e cheia de sentido prático de ver as coisas. Mas, se pensarmos bem, ela está a falar de trabalho ou de negócio, e aqui sentimentos não entram.
Nem sequer lhe passou pela cabeça que o homem podia querer um pouco mais de privacidade dado o tipo de pessoa que era.
A Besunta, coitada, parece que se fartou de chorar. Aquilo era informação a mais para a cabeça dela e para um só dia.
Mas, enfim, lágrimas de puta caem ao chão e ficam enxutas.

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