O triste
A este caso eu acho imensa graça, vá-se lá saber porquê, pois isto é de facto uma tristeza completa. Não sei sequer como é possível que alguém consiga viver assim. Acho que é uma questão de habituação. Eu sei lá!
Estou a escrever e a rir à gargalhada. Pelas risadas que estou a dar, numa altura em que passei pelo inferno descalça, acho que vale a pena! Até porque, mesmo descalça, saí! Mas houve quem lá ficasse!
Vamos à história e pôr para trás das costas os maus bocados da vida.
Tenho uma cliente com ar de beata e que se veste de acordo com essa postura. Esta mulher é a reencarnação do Diabo.
Saia e casaco, blusa tipo camisa de homem, sapato de meio salto, nada de adornos, cabelos tipo homem.
O marido, pequeno, magro, óculos graduados, ar de assustado, fato e gravata.
Ele é contabilista; ela, funcionária pública.
A história começa quando a mulher encontra no meio das pastas de arquivo dele umas revistas pornográficas.
Aquilo foi o fim do mundo naquela casa! A mulher ia dando cabo dele, insultos de porco para cima e gritos de mandar com o prédio abaixo.
Pobre homem! Nem se atreve a abrir a boca. Mas se isto tivesse acabado por aqui... Uma discussão dá para aguentar, mas o que o homem passa todos os dias é de pôr qualquer pessoa doida.
Mal o homem sai de casa, começa ela: «Então, vais mostrar às putas o caroço que tens entre as pernas? Ai, que sou uma desgraçada, as putas amanhã vão todas rir-se de mim quando eu for para o trabalho. Eu nem vou é trabalhar, só para não ser gozada pelas putas.»
«Sou uma desgraçada, só consegui ter um filho porque passava às meias horas com os pés quase pendurados no tecto para entrar algum pingo de esperma.»
Mal esta cena começa, as vizinhas dão-se conta e começam todas a assistir por trás das janelas. Este circo não tem fim, mas ele também não desiste de sair, a fugir e a olhar para trás. Há uma vizinha que me conta tudo, pois até chega atrasada ao trabalho só para assistir ao espectáculo.
Este homem tem de estar profundamente perturbado.
Isto é caso para ser tratado por um bom psiquiatra, pois – mesmo que ele algum dia tivesse coragem para largar tal monstro, coisa de que eu duvido, pois os maus casamentos são os que mais duram – iria ficar complexado para o resto da vida e cheio de traumas.
De qualquer maneira, ele vai acabar por enlouquecer. Não acredito que algum ser humano aguente tal coisa.
A vida é de facto muito complicada para quem não tem coragem.
Estou a escrever e a rir à gargalhada. Pelas risadas que estou a dar, numa altura em que passei pelo inferno descalça, acho que vale a pena! Até porque, mesmo descalça, saí! Mas houve quem lá ficasse!
Vamos à história e pôr para trás das costas os maus bocados da vida.
Tenho uma cliente com ar de beata e que se veste de acordo com essa postura. Esta mulher é a reencarnação do Diabo.
Saia e casaco, blusa tipo camisa de homem, sapato de meio salto, nada de adornos, cabelos tipo homem.
O marido, pequeno, magro, óculos graduados, ar de assustado, fato e gravata.
Ele é contabilista; ela, funcionária pública.
A história começa quando a mulher encontra no meio das pastas de arquivo dele umas revistas pornográficas.
Aquilo foi o fim do mundo naquela casa! A mulher ia dando cabo dele, insultos de porco para cima e gritos de mandar com o prédio abaixo.
Pobre homem! Nem se atreve a abrir a boca. Mas se isto tivesse acabado por aqui... Uma discussão dá para aguentar, mas o que o homem passa todos os dias é de pôr qualquer pessoa doida.
Mal o homem sai de casa, começa ela: «Então, vais mostrar às putas o caroço que tens entre as pernas? Ai, que sou uma desgraçada, as putas amanhã vão todas rir-se de mim quando eu for para o trabalho. Eu nem vou é trabalhar, só para não ser gozada pelas putas.»
«Sou uma desgraçada, só consegui ter um filho porque passava às meias horas com os pés quase pendurados no tecto para entrar algum pingo de esperma.»
Mal esta cena começa, as vizinhas dão-se conta e começam todas a assistir por trás das janelas. Este circo não tem fim, mas ele também não desiste de sair, a fugir e a olhar para trás. Há uma vizinha que me conta tudo, pois até chega atrasada ao trabalho só para assistir ao espectáculo.
Este homem tem de estar profundamente perturbado.
Isto é caso para ser tratado por um bom psiquiatra, pois – mesmo que ele algum dia tivesse coragem para largar tal monstro, coisa de que eu duvido, pois os maus casamentos são os que mais duram – iria ficar complexado para o resto da vida e cheio de traumas.
De qualquer maneira, ele vai acabar por enlouquecer. Não acredito que algum ser humano aguente tal coisa.
A vida é de facto muito complicada para quem não tem coragem.

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