segunda-feira, novembro 14

Coimbra continua a ser uma lição...

Tenho uma amiga que todos os dias me surpreende. A forma como ela vê e analisa os amigos ultrapassa de longe tudo o que se possa imaginar! Ainda está neste blog a história do burro que ofereceu uma a tábua de passar a ferro a uma puta. Agora imaginem oferecer uma puta a um amigo para lhe pagar um favor!

Esta amiga dá aulas num ciclo aqui próximo de Coimbra, e nos dias de hoje é quase obrigatório saber trabalhar com um computador; ora bem, por descuido ou por preguiça, ela, que nunca se preocupou com isso, viu-se obrigada a aprender.

Há um colega do mesmo ciclo que se ofereceu para lhe dar umas aulas, e a minha amiga aproveitou. Resultado: ela, que não gosta de ficar a dever favores a ninguém, resolveu agradecer a gentileza do colega, e como é sempre difícil escolher um presente para outra pessoa, pôs-se a pensar seriamente nesse assunto e chegou à conclusão de que o que aquele homem mais gostava era de cona.

Isto de facto era uma coisa que a iria obrigar a fazer alguns contactos para poder oferecer um presente tão original.

De repente, lembrou-se de que eu estava a escrever uma obra que tinha vários episódios sobre uma moça que é empresária no ramo da prostituição. Meteu-se no carro e veio ter comigo para eu lhe dar o contacto, embora ela também a conhecesse, pois a prostituta já tinha sido proprietária de um restaurante onde nós fomos almoçar algumas vezes.

Dei-lhe o n.º do telemóvel, não deixando de ficar surpreendida com tal oferta, e ao mesmo tempo rindo-me do insólito desta situação, e pensando para mim mesma que estas coisas só me acontecem a mim.

Pois bem, a minha amiga foi-se embora. Passados dias, quando eu quase já tinha esquecido o assunto, telefona-me a prostituta a dizer-me que a Sra. Dra. a tinha ido visitar e acertar o preço do seu serviço, etc.

Fiquei sem palavras! Que a minha amiga tenha feito este contrato já foi um caso no mínimo estranho, mas que ela tenha ido inspeccionar o produto antes de o pagar, aquilo já foi de mais!, pois o que ficou combinado comigo era ela deixar o dinheiro cá em casa depois de acertar horário, data e preço pelo telefone.

Neste caso até foi melhor assim, pois a prostituta está furiosa, não gostou do cliente e diz que não quer mais nada com tal pessoa, que de futuro a Sra. Dra. que lhe faça os pagamentos com a cona dela.

Adoro esta cidade e as surpresas que ela me proporciona, pois cada dia aprendo algo de novo. Vou pensar muito seriamente nos presentes que vou oferecer no Natal.