O tarado
Nesta semana, telefona-me um taxista aqui dos arredores e pede-me para lhe atender uma senhora de certa idade. Digo-lhe que sim, e o senhor arranca cá para casa com a dita senhora.
O problema dela era grande. O neto, estudante de Medicina, estava a namorar uma jovem com a quarta classe, o que constituía um grave problema a nível familiar.
Converso com a senhora, tento acalmá-la, fui-lhe dizendo para ter paciência, pois ele iria conhecer caloiras no novo período, que iria interessar-se e que depressa esqueceria a outra, pois naquela idade o que os rapazes querem é montar tudo o que lhes aparece pela frente.
Estava eu longe de saber que estava a acertar na conversa que estava a ter com a velha senhora.
A senhora foi ouvindo o que eu lhe disse, ficou um pouco mais calma, agradeceu-me e saiu.
O taxista pede-me para falar a sós comigo. Entrou e perguntou se eu conseguia resolver o problema, eu respondi-lhe que aquilo não era problema nenhum! O homem ficou a olhar para mim espantado e sem saber o que dizer.
De repente pergunta-me: «Então a senhora acha que o rapaz andar a violar a avó todos os dias não é problema nenhum?»
Aí fui eu que fiquei de boca aberta, e pedi-lhe que me contasse aquilo tudo, pois estava convencida de que o problema era a rapariga da quarta classe. Ele respondeu-me: «Não… o problema é ele montar a avó todos os dias.»
Fiquei a imaginar aquela velha senhora com o rosto curtido pelo sol do campo, aquelas mãos gretadas de arrancar ervas daninhas, aquele ar de aldeã, aquelas roupas negras vestidas e aquele aspecto de quem toma banho duas ou três vezes por ano, a ter uma vida sexual tão intensa.
Depois de eu perguntar ao taxista, e de querer saber todos os pormenores, fiquei a saber que isto era do conhecimento de todos os vizinhos e familiares.
Dei comigo a pensar que um rapaz que precisa de um tratamento psiquiátrico com tanta urgência tenha a família tão preocupada com a quarta classe da outra.
Se o taxista não fosse tão alcoviteiro, eu não teria ficado a saber esta triste história.
Já pouca coisa me surpreende, mas esta história triste e verdadeira (pois eu não teria imaginação para tanto…) deixou-me a pensar naquela família de anormais!
A velha ficou desconfiada de que o taxista me tenha contado a história, pois nunca mais cá pôs os pés.
O problema dela era grande. O neto, estudante de Medicina, estava a namorar uma jovem com a quarta classe, o que constituía um grave problema a nível familiar.
Converso com a senhora, tento acalmá-la, fui-lhe dizendo para ter paciência, pois ele iria conhecer caloiras no novo período, que iria interessar-se e que depressa esqueceria a outra, pois naquela idade o que os rapazes querem é montar tudo o que lhes aparece pela frente.
Estava eu longe de saber que estava a acertar na conversa que estava a ter com a velha senhora.
A senhora foi ouvindo o que eu lhe disse, ficou um pouco mais calma, agradeceu-me e saiu.
O taxista pede-me para falar a sós comigo. Entrou e perguntou se eu conseguia resolver o problema, eu respondi-lhe que aquilo não era problema nenhum! O homem ficou a olhar para mim espantado e sem saber o que dizer.
De repente pergunta-me: «Então a senhora acha que o rapaz andar a violar a avó todos os dias não é problema nenhum?»
Aí fui eu que fiquei de boca aberta, e pedi-lhe que me contasse aquilo tudo, pois estava convencida de que o problema era a rapariga da quarta classe. Ele respondeu-me: «Não… o problema é ele montar a avó todos os dias.»
Fiquei a imaginar aquela velha senhora com o rosto curtido pelo sol do campo, aquelas mãos gretadas de arrancar ervas daninhas, aquele ar de aldeã, aquelas roupas negras vestidas e aquele aspecto de quem toma banho duas ou três vezes por ano, a ter uma vida sexual tão intensa.
Depois de eu perguntar ao taxista, e de querer saber todos os pormenores, fiquei a saber que isto era do conhecimento de todos os vizinhos e familiares.
Dei comigo a pensar que um rapaz que precisa de um tratamento psiquiátrico com tanta urgência tenha a família tão preocupada com a quarta classe da outra.
Se o taxista não fosse tão alcoviteiro, eu não teria ficado a saber esta triste história.
Já pouca coisa me surpreende, mas esta história triste e verdadeira (pois eu não teria imaginação para tanto…) deixou-me a pensar naquela família de anormais!
A velha ficou desconfiada de que o taxista me tenha contado a história, pois nunca mais cá pôs os pés.

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