A lua-de-mel
Era uma vez uma golpista cá do meu bairro e um empresário aqui da zona centro.
A situação é tão ridícula, que nem sei como classificar tanta falta de tudo! Sentimentos, vergonha, pudor, amor-próprio e ainda respeito por nós mesmos.
Um empresário e uma operária dele começam a dar umas quecas. Ora bem, o que toda a gente quer nestas alturas é um pouco de liberdade, no que eu até estou de acordo. Só que a forma como isto se deu é tão triste, que só podia sair de dois anormais!
Ora cá vai a cena tal e qual ela se passou.
Os dois amantes combinam uma viagem à Madeira, para estarem à vontade e longe de tudo o que os pudesse perturbar, pois a mulher dele já estava desconfiada da situação.
Compram as passagens, e ele avisa a esposa de que se vai ausentar por uns dias.
A mulher, que viu imediatamente o que se estava ali a passar, avisou logo que não ficava com a mãe dele, que tinha sido operada a uma perna e ainda precisava de alguns cuidados.
O homem fica atrapalhado, com medo da reacção da amante, que é má que se farta!, e foi a correr contar-lhe tudo dizendo-lhe que já não podiam viajar.
Ela é má, mas não é tola! Arranjou de imediato uma solução: mandou-o ir comprar outro bilhete, e levariam a velha com eles.
Tudo bem, o que ela queria era andar de avião, pois nunca o tinha feito, e ao mesmo tempo chateava a outra.
Lá seguem os dois para o aeroporto da Portela com a velha atrás deles.
Mal chegaram ao aeroporto, a amante vai para a casa de banho retocar a maquilhagem.
Conhecendo-a como a conheço, sei perfeitamente que ela foi extravasar a fúria de ter de levar a velha atrás!
Surpresa! Quando chega à sala de embarque, já não estavam só a velha e o amante, estava também a mulher dele. A velha traiu-os! Era avó dos filhos dele.
Qualquer mulher com um pouco de vergonha dava meia volta e voltava para trás. Mas esta era de força!
Lá viajaram todos juntos. Quando lá chegaram, a legítima fez questão de ficar na mesma residencial, não fosse a mãe dele sentir-se mal, e ela ali sem conhecer ninguém, etc., etc., etc.
Coitado do empresário, não tinha tomates para gerir tal situação.
Começou ali uma confusão que nunca mais acabava, o empresário não teve outro remédio que não fosse ir para a recepção arranjar mais um quarto.
A golpista estava perdida, mas teve de se aguentar à bronca.
A mulher dele não queria perder pitada daquilo.
Começaram então a tomar o pequeno-almoço juntos, a visitar a ilha juntos, aquilo eram umas amizades que só visto.
A cena passava-se assim: o casal passeava de mãos dadas, e a mulher e a sogra atrás, pois a velha precisava de apoio.
Como a mulher e a sogra dormiam juntas, combinaram uma estratégia para lixar a outra, e resolveram que no dia seguinte iriam pôr aquilo em prática.
E assim fizeram, foram novamente passear, a mulher legítima afastou-se e foi comprar uns bordados da Madeira, deixando a velha plantada no meio da rua.
A amante, que é tão querida, não perdeu tempo a ir dar apoio à futura sogra. Aqui é que ela cometeu um grande erro, pois nunca mais viu os outros dois!
Danada e farta de esperar por eles, mete-se num táxi e vai para a residencial.
Encontra a porta do quarto trancada e os dois lá dentro. A mulher dele manda-a ir dar mais uma voltinha, pois ela própria pagaria o táxi.
A amante, que já andava entupida, passa-se!
Não perdeu o verniz porque nunca o teve, mas arma ali tamanho escândalo, que até a polícia teve de intervir.
No dia seguinte, arranca tudo para Lisboa! Aquela palhaçada teve um fim.
Claro que na última noite ele dormiu com a mulher oficial.
Esta teve coragem, mas a puta teve muita lata.
Aqui foi a falta de vergonha e de amor-próprio que deitou tudo a perder.
A isto é que eu chamo um refinado coirão.
A situação é tão ridícula, que nem sei como classificar tanta falta de tudo! Sentimentos, vergonha, pudor, amor-próprio e ainda respeito por nós mesmos.
Um empresário e uma operária dele começam a dar umas quecas. Ora bem, o que toda a gente quer nestas alturas é um pouco de liberdade, no que eu até estou de acordo. Só que a forma como isto se deu é tão triste, que só podia sair de dois anormais!
Ora cá vai a cena tal e qual ela se passou.
Os dois amantes combinam uma viagem à Madeira, para estarem à vontade e longe de tudo o que os pudesse perturbar, pois a mulher dele já estava desconfiada da situação.
Compram as passagens, e ele avisa a esposa de que se vai ausentar por uns dias.
A mulher, que viu imediatamente o que se estava ali a passar, avisou logo que não ficava com a mãe dele, que tinha sido operada a uma perna e ainda precisava de alguns cuidados.
O homem fica atrapalhado, com medo da reacção da amante, que é má que se farta!, e foi a correr contar-lhe tudo dizendo-lhe que já não podiam viajar.
Ela é má, mas não é tola! Arranjou de imediato uma solução: mandou-o ir comprar outro bilhete, e levariam a velha com eles.
Tudo bem, o que ela queria era andar de avião, pois nunca o tinha feito, e ao mesmo tempo chateava a outra.
Lá seguem os dois para o aeroporto da Portela com a velha atrás deles.
Mal chegaram ao aeroporto, a amante vai para a casa de banho retocar a maquilhagem.
Conhecendo-a como a conheço, sei perfeitamente que ela foi extravasar a fúria de ter de levar a velha atrás!
Surpresa! Quando chega à sala de embarque, já não estavam só a velha e o amante, estava também a mulher dele. A velha traiu-os! Era avó dos filhos dele.
Qualquer mulher com um pouco de vergonha dava meia volta e voltava para trás. Mas esta era de força!
Lá viajaram todos juntos. Quando lá chegaram, a legítima fez questão de ficar na mesma residencial, não fosse a mãe dele sentir-se mal, e ela ali sem conhecer ninguém, etc., etc., etc.
Coitado do empresário, não tinha tomates para gerir tal situação.
Começou ali uma confusão que nunca mais acabava, o empresário não teve outro remédio que não fosse ir para a recepção arranjar mais um quarto.
A golpista estava perdida, mas teve de se aguentar à bronca.
A mulher dele não queria perder pitada daquilo.
Começaram então a tomar o pequeno-almoço juntos, a visitar a ilha juntos, aquilo eram umas amizades que só visto.
A cena passava-se assim: o casal passeava de mãos dadas, e a mulher e a sogra atrás, pois a velha precisava de apoio.
Como a mulher e a sogra dormiam juntas, combinaram uma estratégia para lixar a outra, e resolveram que no dia seguinte iriam pôr aquilo em prática.
E assim fizeram, foram novamente passear, a mulher legítima afastou-se e foi comprar uns bordados da Madeira, deixando a velha plantada no meio da rua.
A amante, que é tão querida, não perdeu tempo a ir dar apoio à futura sogra. Aqui é que ela cometeu um grande erro, pois nunca mais viu os outros dois!
Danada e farta de esperar por eles, mete-se num táxi e vai para a residencial.
Encontra a porta do quarto trancada e os dois lá dentro. A mulher dele manda-a ir dar mais uma voltinha, pois ela própria pagaria o táxi.
A amante, que já andava entupida, passa-se!
Não perdeu o verniz porque nunca o teve, mas arma ali tamanho escândalo, que até a polícia teve de intervir.
No dia seguinte, arranca tudo para Lisboa! Aquela palhaçada teve um fim.
Claro que na última noite ele dormiu com a mulher oficial.
Esta teve coragem, mas a puta teve muita lata.
Aqui foi a falta de vergonha e de amor-próprio que deitou tudo a perder.
A isto é que eu chamo um refinado coirão.

<< Home