sexta-feira, outubro 28

O tarado

Nesta semana, telefona-me um taxista aqui dos arredores e pede-me para lhe atender uma senhora de certa idade. Digo-lhe que sim, e o senhor arranca cá para casa com a dita senhora.

O problema dela era grande. O neto, estudante de Medicina, estava a namorar uma jovem com a quarta classe, o que constituía um grave problema a nível familiar.

Converso com a senhora, tento acalmá-la, fui-lhe dizendo para ter paciência, pois ele iria conhecer caloiras no novo período, que iria interessar-se e que depressa esqueceria a outra, pois naquela idade o que os rapazes querem é montar tudo o que lhes aparece pela frente.

Estava eu longe de saber que estava a acertar na conversa que estava a ter com a velha senhora.

A senhora foi ouvindo o que eu lhe disse, ficou um pouco mais calma, agradeceu-me e saiu.

O taxista pede-me para falar a sós comigo. Entrou e perguntou se eu conseguia resolver o problema, eu respondi-lhe que aquilo não era problema nenhum! O homem ficou a olhar para mim espantado e sem saber o que dizer.

De repente pergunta-me: «Então a senhora acha que o rapaz andar a violar a avó todos os dias não é problema nenhum?»

Aí fui eu que fiquei de boca aberta, e pedi-lhe que me contasse aquilo tudo, pois estava convencida de que o problema era a rapariga da quarta classe. Ele respondeu-me: «Não… o problema é ele montar a avó todos os dias.»

Fiquei a imaginar aquela velha senhora com o rosto curtido pelo sol do campo, aquelas mãos gretadas de arrancar ervas daninhas, aquele ar de aldeã, aquelas roupas negras vestidas e aquele aspecto de quem toma banho duas ou três vezes por ano, a ter uma vida sexual tão intensa.

Depois de eu perguntar ao taxista, e de querer saber todos os pormenores, fiquei a saber que isto era do conhecimento de todos os vizinhos e familiares.
Dei comigo a pensar que um rapaz que precisa de um tratamento psiquiátrico com tanta urgência tenha a família tão preocupada com a quarta classe da outra.

Se o taxista não fosse tão alcoviteiro, eu não teria ficado a saber esta triste história.
Já pouca coisa me surpreende, mas esta história triste e verdadeira (pois eu não teria imaginação para tanto…) deixou-me a pensar naquela família de anormais!

A velha ficou desconfiada de que o taxista me tenha contado a história, pois nunca mais cá pôs os pés.

quinta-feira, outubro 27

As lésbicas

Há uns anos aparece-me em casa uma rapariga que era lésbica.
Teria nessa altura uns 35 anos.

Ela tinha arranjado uma namorada, moça jovem de 17 anos, estudante e mentirosa como tudo.

A mãe alugava quartos a estudantes, e elas logo arranjaram uma maneira de meter a lésbica – que estava convencida de que era macho – lá em casa. Aparece como funcionária pública, que até era, que tinha sido transferida e que estava com algumas dificuldades em arranjar casa, que poderia dormir nem que fosse num sofá até resolver o problema dela, etc. Aí a mais nova entra na conversa e põe o quarto dela à disposição, pois nessa altura do ano já estava tudo alugado.

Negócio fechado, lá se iriam arranjar. E de que maneira!

A que tinha a mania de que era homem estava mesmo convencida de que nos seus orgasmos tinha espermatozóides, e deve ter convencido a miúda disso, pois esta não teve certos cuidados... e aparece grávida.

Pede-me para eu lhe pôr as cartas, como se isso fosse preciso! Como consultora espiritual dela, tive de me conter para não rir à gargalhada, mas enfim, lá fiz o meu papel, fazendo de conta, claro!, pois aquilo era muito importante para ela.

Depois de ver tudo muito atentamente, digo-lhe: «Não, você não vai ser pai! Quem vai ser pai é um colega da sua namorada.» A mulher fica completamente transtornada e sai porta fora.

Estava eu tranquilamente a jantar, quando me aparecem as duas para eu pôr as cartas na frente da garota. Eu disse imediatamente que não era preciso, porque, se ela estava grávida, só podia ter feito aquilo com uma piça! Passei-me, paciência.

Bem, foi o lindo e o bonito, a garota começa a levar no focinho ali na minha frente como gente grande. A verdade é que eu podia pôr termo àquilo, mas como a garota tinha sido mal-educada comigo, deixei, até que me fartei daquela cena ridícula e pus as duas na rua.

Este relato é tão real como todos os outros, mas, muito sinceramente, até tenho medo de que os leitores pensem que sofro de alucinações. Nunca mais me apareceram.
Estarão elas internadas em psiquiatria? Ou estarão cheias de filhos uma da outra?

quarta-feira, outubro 26

A transmontana

No passado mês de Julho, viajei para a Suíça, onde tenho uma filha.
Cheguei ao aeroporto, e ela estava acompanhada de uma colaboradora e grande amiga da família.

Não saímos de imediato, e fomos para o bar, com esta nova moda de não se poder fumar nem nos aviões nem nas salas de embarque.
Chegamos ao nosso destino em perfeito estado de ansiedade, doidas por um café decente e por um cigarro.

Não me apercebi de imediato do estado depressivo em que se encontrava a nossa amiga, mas já mais calma e descontraída começo a reparar que a moça estava de facto muito diferente. Perguntei: «Então, amiga, o que é que se passa contigo? Estás como que assustada...»

Aqui é que começa a história, e que história, meu Deus!

Ela tinha ido a Paris para resolver um assunto relacionado com o divórcio dela, e não encontrava o marido em parte nenhuma. Foi aí que um cunhado lhe disse: «Vou levar-te a um sítio onde encontras o teu marido de certeza absoluta!» Só que ele talvez quisesse fazer-lhe a surpresa do local onde o iriam encontrar. Lá pelas tantas da noite, o cunhado aparece, e leva-a para uma rua que ela, tendo vivido tantos anos em Paris, nem sequer conhecia.

O espectáculo foi do mais degradante que se possa imaginar, aquilo era do mais triste que há! Os prostitutos todos com as pilas em cima dos capôs dos carros como se de qualquer mercadoria se tratasse.

É claro que a mulher ficou em estado de choque até hoje, pois não há maneira de se tratar. A isto é que eu chamo uma surpresa de se lhe tirar o chapéu, aquilo é que era um mercado de piças que a nossa amiga em vez de apreciar ia morrendo ali mesmo!

Eu tenho ouvido muita coisa, mas esta história pôs-me a pensar. Em que sociedade é que nós vivemos? Tudo se compra, tudo se vende, enfim…

Os dias que passei naquele pequeno país foram muito bons para esta rapariga simples, gente boa. Como a vi tão triste, fomos dar uma volta por França, Itália, etc.
Brinquei com ela o tempo todo, dizia-lhe: «Já viste que és uma transmontana desprevenida? Se tivesses levado uma máquina fotográfica ou até um telemóvel com câmara, a exposição que nós fazíamos na loja da minha filha!» Também levei alguns episódios deste blog, e lá consegui tirar a moça daquele marasmo em que se encontrava, mas para ela o que mais a entristecia era pensar que tinha estado casada com aquilo durante doze anos. Quando me vim embora, ela ficou de facto melhor, embora este pesadelo a vá perseguir durante muito tempo.

Fiquei contente por ter ajudado, pois considero que fui uma boa terapia para ela, só não sei por quanto tempo. Acho que ela irá ficar com aquela cena triste armazenada na memória, e que dificilmente esquecerá aquela digressão nocturna.

Lembro-me perfeitamente de um dia em que fui a um jantar de aniversário da Rádio Regional do Centro, onde eu era colaboradora, e de um dos convidados se ter aproximado de mim para me perguntar se eu era e feliz. Esta pergunta hoje até faz algum sentido! Nessa época, até era, pois pouco sabia da vida. Hoje, com esta informação toda, quem é que consegue ficar indiferente e sem olhar as pessoas com uma certa desconfiança?

Recentemente, num outro jantar, estava eu a olhar para uma das convidadas talvez mais atentamente, quando a pessoa se aproxima de mim e me pergunta por que estava a olhar tanto para ela. Respondi: «Por nada! Estou a tentar vê-la de dentro para fora.» Acreditem que a pessoa se sentiu desconfortável e saiu porta fora! O que é que aquela criatura teria para esconder?

Sinto saudades do tempo em que acreditava em tudo.
Ignorância e falta de conhecimento da vida são os melhores ingredientes para a felicidade

Não tente conhecer de mais o ser humano, porque fica decepcionado.
Fiéis amigos, leais, desinteressados e puros são os cães.

segunda-feira, outubro 24

A lua-de-mel

Era uma vez uma golpista cá do meu bairro e um empresário aqui da zona centro.

A situação é tão ridícula, que nem sei como classificar tanta falta de tudo! Sentimentos, vergonha, pudor, amor-próprio e ainda respeito por nós mesmos.

Um empresário e uma operária dele começam a dar umas quecas. Ora bem, o que toda a gente quer nestas alturas é um pouco de liberdade, no que eu até estou de acordo. Só que a forma como isto se deu é tão triste, que só podia sair de dois anormais!

Ora cá vai a cena tal e qual ela se passou.

Os dois amantes combinam uma viagem à Madeira, para estarem à vontade e longe de tudo o que os pudesse perturbar, pois a mulher dele já estava desconfiada da situação.

Compram as passagens, e ele avisa a esposa de que se vai ausentar por uns dias.
A mulher, que viu imediatamente o que se estava ali a passar, avisou logo que não ficava com a mãe dele, que tinha sido operada a uma perna e ainda precisava de alguns cuidados.

O homem fica atrapalhado, com medo da reacção da amante, que é má que se farta!, e foi a correr contar-lhe tudo dizendo-lhe que já não podiam viajar.
Ela é má, mas não é tola! Arranjou de imediato uma solução: mandou-o ir comprar outro bilhete, e levariam a velha com eles.

Tudo bem, o que ela queria era andar de avião, pois nunca o tinha feito, e ao mesmo tempo chateava a outra.

Lá seguem os dois para o aeroporto da Portela com a velha atrás deles.
Mal chegaram ao aeroporto, a amante vai para a casa de banho retocar a maquilhagem.

Conhecendo-a como a conheço, sei perfeitamente que ela foi extravasar a fúria de ter de levar a velha atrás!

Surpresa! Quando chega à sala de embarque, já não estavam só a velha e o amante, estava também a mulher dele. A velha traiu-os! Era avó dos filhos dele.

Qualquer mulher com um pouco de vergonha dava meia volta e voltava para trás. Mas esta era de força!

Lá viajaram todos juntos. Quando lá chegaram, a legítima fez questão de ficar na mesma residencial, não fosse a mãe dele sentir-se mal, e ela ali sem conhecer ninguém, etc., etc., etc.

Coitado do empresário, não tinha tomates para gerir tal situação.
Começou ali uma confusão que nunca mais acabava, o empresário não teve outro remédio que não fosse ir para a recepção arranjar mais um quarto.

A golpista estava perdida, mas teve de se aguentar à bronca.
A mulher dele não queria perder pitada daquilo.

Começaram então a tomar o pequeno-almoço juntos, a visitar a ilha juntos, aquilo eram umas amizades que só visto.

A cena passava-se assim: o casal passeava de mãos dadas, e a mulher e a sogra atrás, pois a velha precisava de apoio.

Como a mulher e a sogra dormiam juntas, combinaram uma estratégia para lixar a outra, e resolveram que no dia seguinte iriam pôr aquilo em prática.

E assim fizeram, foram novamente passear, a mulher legítima afastou-se e foi comprar uns bordados da Madeira, deixando a velha plantada no meio da rua.

A amante, que é tão querida, não perdeu tempo a ir dar apoio à futura sogra. Aqui é que ela cometeu um grande erro, pois nunca mais viu os outros dois!

Danada e farta de esperar por eles, mete-se num táxi e vai para a residencial.
Encontra a porta do quarto trancada e os dois lá dentro. A mulher dele manda-a ir dar mais uma voltinha, pois ela própria pagaria o táxi.
A amante, que já andava entupida, passa-se!
Não perdeu o verniz porque nunca o teve, mas arma ali tamanho escândalo, que até a polícia teve de intervir.

No dia seguinte, arranca tudo para Lisboa! Aquela palhaçada teve um fim.
Claro que na última noite ele dormiu com a mulher oficial.
Esta teve coragem, mas a puta teve muita lata.

Aqui foi a falta de vergonha e de amor-próprio que deitou tudo a perder.
A isto é que eu chamo um refinado coirão.

sábado, outubro 22

Os porcos

Aqui há uns tempos tive um dia giro. Estava eu no café que há aqui por baixo da minha casa, conversando com uma amiga, quando começo a ver um velho mal-encarado a andar para cá e para lá em grande estado de nervosismo.

Como todas as mulheres, sou curiosa e tento saber o que se passa ali.

A situação, segundo a minha amiga me relatou, não tinha nada de especial. Foi uma prostituta cá do bairro que saiu com um cliente, não esperando que o benfeitor dela lhe fizesse uma surpresa! O homem era o Transmontano, um dos amantes dela.

Eu soube logo de quem se tratava, pois é uma das prostitutas mais conhecidas cá do bairro, pelo jeito engraçado que ela tem de andar. Enquanto as outras mulheres maneiam a anca no sentido do pêndulo do relógio, esta manda com o cu e o resto para a frente e para trás. Talvez defeito da profissão!

A situação começa a complicar-se à medida que os minutos vão passando, e nós à espera do desfecho daquilo…

Nisto, chega ela com o careca, que se pôs logo a milhas… Ela, coitada, aparece meio comprometida e começa a levar um arraial de pancada.

Aí, o Transmontano começa a perguntar-lhe quem é que lhe paga a renda, os abortos, os consertos do carro, os comprimidos da dieta, etc.

Com os «comprimidos da dieta» eu até fiquei admirada! Será que agora há alguma dieta para a fome!? É que os almoços daquela criatura eram dois rissóis, três finos e dois martinis. Enfim, aquilo era um nunca mais acabar de pagamentos.

Ela, que já o conhecia bem, deixou o homem descarregar a fúria toda e começa a fazer-lhe festas na perna por debaixo da mesa. O homem de facto acalmou, e lá foram os dois para casa dela, pôr aquela situação em dia, pois na cama tudo se resolve.
Não existe santa mais santa que uma puta arrependida – pensei eu.

Passados uns meses, aparece-lhe um triste que pensava estar a fazer a corte a alguma senhora…

Vinha pagar-lhe os pequenos-almoços, os lanches e até a vinha buscar para jantar. Mostrava-a em tudo o que era sítio, como se esta prostituta não fosse já sobejamente conhecida.

A este burro com canudo nem lhe passou pela cabeça que bastava pagar-lhe a conta da mesa para a levar para a cama.
Todo o ritual que ele fazia para o engate era ridículo.

Segundo consta, este romance só por burrice dele ia acabando, pois a primeira prenda que ele lhe ofereceu foi uma tábua de passar a ferro para ela lhe passar as camisas.
Como é que um homem com um curso superior se lembra de oferecer tal prenda a uma puta!?

Passados alguns dias, a puta põe a ofensa para trás das costas, pois qualquer mulher destas sabe que os anos não perdoam, e a idade já não era grande aliada. Esta profissão é como a dos jogadores de futebol, também não dura muito tempo. Além disso, o físico já não ajudava nada, pois o cu já lhe caía para as pernas e a miséria era mais do que evidente.

Ela, que deve ter pensado nisso tudo, deixou-se de esquisitices e lá começa novamente a ir dormir para casa dele, após os engates, claro!
Nunca se viu tanta falta de imaginação.

Este burro com canudo faz-me lembrar um emigrante da Mealhada que chegou de França e arranjou logo uma amante ali por perto. Como as amantes dão algumas despesas, ele começou logo a tentar arranjar uma solução para se livrar de tantos gastos, e... Bingo! Arranjou mesmo! Comprou-lhe um porco barrasco, e lá começa a amante o seu negócio, a andar com o porco à trela de porta em porta por tudo o que era aldeia ali nos arredores.

Este pelo menos teve imaginação, além de pôr o porco a fazer aquilo de que também ele mais gostava.

quinta-feira, outubro 20

Os garanhões

Está um bonito dia, e deu-me para pensar. Vejam só para o que me havia de dar! Resolvi fazer uma análise ao comportamento dos homens. De facto, a grande maioria deixa muito a desejar!
No que diz respeito a sentimentos, só os têm da cintura para baixo.

Já repararam com que cuidado eles agarram na pila deles? Se repararem, cada vez que se vão lavar, primeiro seguram nela com apenas dois dedos para não a magoarem, e depois não a esfregam, acariciam-na com a toalha. E o medo que eles têm de a entalar no fecho! Os cuidados que eles têm com aqueles 50 gramas! É de morrer a rir.

Mas, na verdade, e pensando bem, eles estão é a proteger os miolos. Pois é com aquela cabeça que eles tomam as decisões mais importantes da sua vida.
Quem é que os comanda? É a pila.

É a partir dali que eles tomam grandes decisões; as grandes ideias, as grandes paixões e todas as asneiras que fazem são o resultado que dá eles só pensarem com a cabeça de baixo, visto que a de cima serve apenas para arranjar maneiras e mentiras de satisfazer os desejos da primeira.
Há três tipos de homens: os palradores, que falam muito e comem pouco; os tímidos, que comem tudo o que lhes aparece pela frente com medo de não terem outra oportunidade, e os últimos são os garanhões, que são uma fraude – até fodem de ouvido!

Eles é boîtes, eles é discotecas, mas onde eles se satisfazem a sério e à maneira é nas casas de massagens, pois pedem às prostitutas que lhes metam um vibrador.

A triste realidade deste corrupio todo é que eles querem fazer-se passar por machões e não assumem que gostam é de homem.

Egoístas até à quinta casa! Vejam lá se eles, quando inventaram o Viagra se lembraram de um comprimido também para nós? Nada! Só agora, passados anos, é que estão a falar nisso!

Além do mais, nós nunca sabemos quando é que a amante do nosso marido não será um macho.
É vê-los pelas casas de banho dos centros comerciais a engatar-se uns aos outros. Por que será que as casas de banho dos ditos machos não têm privacidade?! Será que é para se verem melhor uns aos outros? Afinal, foram eles que as inventaram.

Tenho um amigo que é gay e que me conta toda a miséria que por aí se passa com aqueles grandes senhores, até Deus se admira. Eles pensam é que nós, mulheres, não sabemos toda a miséria que por aí anda! Eles que façam aquilo de que gostam, mas que assumam.

Tenho outro amigo que falhou em tudo o que é relacionamento porque, na realidade, ele gostava era de putas. Assumiu! Foi buscar uma que, de Verão, trabalha nos pinhais, e no Inverno, nos cafés ou nos apartamentos.

Hoje, é um homem feliz! De manhã vai levá-la ao trabalho, à noite vai buscá-la. Cá para mim, ele adora o cheiro a macho que ela leva para casa.

Conheço este homem de longa data, e acho que ele agora é uma pessoa feliz.
Aos domingos, que é o dia do corno, ele tinha por obrigação levar a família a dar uma volta. Aquilo era uma tristeza e umas trombas que só visto. Parecia que não havia maneira de aquele dia findar. Hoje não, está feliz e realizado!

De qualquer maneira, um homem sem cornos é como um baile sem música.

Prólogo

Neste blogue, relato simplesmente aquilo que fui ouvindo e vendo ao longo dos anos, são realidades a que nem todas as pessoas têm acesso, e que outras teriam vergonha de publicar, umas por pudor, outras porque preferem simplesmente ignorar a sociedade em que vivemos.

Eu limitei-me a passar para a blogosfera algumas das histórias – reais – de uma vivência que sempre foi vivida entre gente de todos os estratos sociais.

Com toda a dedicação, ofereço esta obra à minha filha, Florbela, à minha neta Sofia e à minha neta Victória.

Agradeço a todas as amigas que me apoiaram:

Evita
Licínia
Maria João
Céu
Deolinda
Justina
Valentina
Sara
e Gi, que foi a minha melhor ouvinte e conselheira, e que me apoiou em todas as dúvidas com que me deparava.

Obrigada.